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Argentina registra inflação de 2,5% em novembro e de 45,4% no acumulado do ano

14/12/2021 21h28

Buenos Aires, 15 dez 2021 (AFP) - Os preços do varejo na Argentina tiveram um aumento de 2,5% em novembro, marca que elevou a 45,4% o acumulado desde janeiro, revelou nesta terça-feira (14) o instituto oficial de estatísticas Indec.

O custo de vida aumentou 51,2% na medição interanual, um dos maiores índices inflacionários do mundo.

O governo do presidente Alberto Fernández anunciou esta semana que o controle da inflação é um dos pontos que negocia com o FMI para refinanciar os pagamentos de uma dívida de mais de 44 bilhões de dólares, contraída pelo governo anterior de Mauricio Macri.

Ao dirigir-se ao Congresso na segunda-feira, o ministro da Economia, Martín Guzmán, confirmou que uma política de concertação dos preços da cesta básica com empresas será estendida a 2022, após os magros resultados do congelamento disposto este ano para cerca de 1.400 produtos.

A última análise de expectativas do Banco Central, elaborada com base em relatórios dos 42 maiores bancos, consultorias e centros de pesquisa, lançou uma projeção de inflação de 51,1% para os doze meses de 2021.

Os dois setores que tiveram as maiores altas em novembro foram os de Restaurantes e Hotéis (+5,0%) e Vestuário e Calçados (+4,1%).

A economia argentina ainda luta para sair de uma recessão que se instalou em 2018 em meio a uma crise financeira e econômica, cujo paliativo temporário foi o crédito stand by do FMI.

O Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 10% este ano, depois de cair 9,9% em 2020 no contexto da pandemia de covid-19, segundo estimativas do Ministério da Economia.

dm/mr/mvv

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