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Estridente editor do jornal chinês pró-governo Global Times deixa cargo

16/12/2021 07h52

Pequim, 16 dez 2021 (AFP) - O editor Hu Xijin, uma voz estridente do nacionalismo chinês com milhões de seguidores nas redes sociais, anunciou na quinta-feira (16) sua saída do cargo de editor-chefe do tabloide estatal Global Times.

Descrevendo-se como um ex-manifestante pró-democracia que se tornou o "honesto" editor de jornal, Hu acompanhou uma nova era de nacionalismo assertivo e descarado sob a presidência de Xi Jinping.

Em uma postagem na rede social Weibo, Hu afirmou ter deixado o cargo de editor-chefe do Global Times, de propriedade do jornal símbolo do Partido Comunista: o Diário do Povo.

O homem de 61 anos diz que continuará cooperando como um "comentarista especial" do tabloide e continuará "fazendo tudo o que puder em relação às notícias do Partido e à opinião pública".

Hu ficou marcado por seus comentários polêmicos e até mesmo inflamados.

No ano passado, comparou a Austrália a um "chiclete grudada na sola do sapato da China", depois que Camberra pediu que se investigue as origens da covid-19.

Ele também chamou a Grã-Bretanha de "prostituta pedindo uma surra", porque navios de guerra britânicos navegaram por águas sob disputada.

Com milhões de seguidores no Weibo (o Twitter chinês) e 460.000 seguidores no Twitter, rede bloqueada na China, Hu é uma das vozes pró-governo chinês mais proeminentes nas redes sociais ocidentais.

Desde que assumiu as rédeas do Global Times em 2005, o tabloide alcançou 67 milhões de seguidores no Facebook e no Twitter, permitindo que a propaganda chinesa atingisse um público internacional.

Recentemente, foi um dos responsáveis por tuitar um vídeo da tenista Peng Shuai, para tentar tranquilizar a comunidade internacional sobre seu bem-estar, depois de acusar um líder comunista de abuso sexual.

lxc/rox/lb/dbh/me/tt

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