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Petróleo tem terceira alta consecutiva, ajudada por pressões na oferta

23/12/2021 19h16

Nova York, 23 dez 2021 (AFP) - Os preços do petróleo registraram o terceiro dia consecutivo de alta nesta quinta-feira (23), sustentados pela dissipação dos temores associados à variante ômicron do coronavírus, mas também por pressões sobre a oferta.

O barril de petróleo Brent, do Mar do Norte, para entrega em fevereiro, registrou alta de 2,07%, fechando a 76,85 dólares.

Em Nova York, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para a mesma data, fechou em alta de 1,41% a 73,79 dólares.

O mercado não funcionará na sexta-feira, véspera do Natal.

Os operadores de petróleo se tranquilizaram após as publicações científicas dos últimos dias, que indicariam que a cepa ômicron é menos virulenta do que as antecessoras, a delta em particular.

As atenções se voltaram, ao contrário, para a oferta, como consequência de uma série de notícias sobre uma possível redução da produção de petróleo.

Segundo dados divulgados por vários veículos de comunicação, os países-membros da Opep e seus aliados produziram sensivelmente menos petróleo do que o previsto.

De acordo com a Argus Media, a produção da Opep e seus associados diminuiu em cerca de 500.000 barris por dia.

A isto se soma o fechamento forçado na segunda-feira de quatro campos petrolíferos líbios por Guardas de Instalações Petroleiras (GIP), privando o mercado de mais de 300.000 barris por dia.

Na quarta-feira foi a Shell que anunciou a interrupção de suas entregas de petróleo a partir da Nigéria, o que significa 200.000 barris diários a menos.

"Os riscos para a oferta poderiam dar um apoio significativo ao mercado", segundo analistas da TD Securities.

Para Edward Moya, analista da Oanda, o WTI "deveria se situar ao redor de 70 a 75 dólares até que a Opep envie sinais sobre o que pensam fazer em sua próxima reunião".

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