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Britânicos são impedidos de acessar o túnel do Canal da Mancha devido à covid-19

30/12/2021 10h19

Paris, 30 dez 2021 (AFP) - Os britânicos não podem usar o túnel sob o Canal da Mancha há vários dias para circular pela estrada através da França com o objetivo de retornar à sua residência europeia, devido às normas de circulação estabelecidas pela França para conter a epidemia de covid-19, gerando confusão na fronteira.

O bloqueio afeta os britânicos que residem oficialmente em um país da União Europeia que não seja a França e que geralmente passam pela França para chegar lá, como ocorre neste período de retorno de festas de fim de ano.

Os que residem na França não são afetados pela medida.

"A menos que tenham uma residência francesa, os britânicos são agora considerados cidadãos de países de fora da União Europeia e não podem mais transitar pela França por estrada para chegar ao seu país de residência dentro da UE", tuitou na quarta-feira a Eurotúnel, filial do grupo Getlink que administra o túnel sob o Canal da Mancha, mencionando uma decisão do governo francês de 28 de dezembro.

O mesmo acontece com as balsas. "Apenas aquelas residentes na França poderão entrar na França", escreveu em um tuíte a empresa P&O Ferries.

O ministério do Interior, por sua vez, respondeu à AFP que não houve mudanças nas normas e que trata-se da aplicação das regras nas fronteiras.

"Os britânicos, mesmo os beneficiários do acordo de retirada - que lhes permite, até o momento, ficarem isentos de uma permissão de residência - são cidadãos de países fora da UE", destacou o ministério. "Portanto, é lógico que recebam as mesmas normas que os outros cidadãos de países fora da UE e não possam transitar para outro país da União Europeia".

A aplicação dessas normas surpreendeu os passageiros britânicos que planejavam usar o Eurotúnel para voltar para seu país europeu de residência. Alguns deles manifestaram no Twitter que foram impedidos de acessar o túnel pouco antes do embarque.

"Estou completamente perdida, não faz sentido!", disse a britânica Fiona Navin Jones à AFP, atualmente no Reino Unido e que deveria voltar nesta quinta-feira de carro com seus filhos, marido e cachorro para a Bélgica, onde vive há 14 anos.

Viajou para passar Natal com sua família e agora não poderá tomar o mesmo caminho de volta. "Agora não tenho o direito de voltar para casa", afirma esta professora, estimando que essa é uma "questão do Brexit disfarçada de covid".

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