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Estudo indica recorde de transações ilegais com criptomoedas em 2021

06/01/2022 18h59

Londres, 6 Jan 2022 (AFP) - As transações ilegais com criptomoedas alcançaram um novo recorde em 2021 e quase dobraram em um ano, embora sejam cada vez menos significativas no conjunto das operações com esta moeda digital, em plena expansão.

O equivalente a 14 bilhões de dólares circularam em 2021 em carteiras digitais vinculadas a atividades ilegais contra 7,8 bilhões de dólares em 2020, estimou a empresa de análises Chainalysis, em relatório divulgado nesta quinta-feira (6).

"Mas estes números não contam toda a história", pois "o uso de criptomoedas cresceu em um ritmo nunca visto", com operações que chegaram a 15,8 trilhões de dólares em 2021, um aumento vertiginoso de 567% em relação ao ano anterior", destaca o informe.

A companhia especializada no estudo de transações na "blockchain" - a tecnologia por trás do bitcoin e da grande maioria das criptomoedas - estima que as transações ilegais representam apenas 0,15% do uso total de criptomoedas.

As fraudes representaram 7,8 bilhões de dólares, com o auge dos "rug pulls" (puxadas de tapete), que custaram 2,8 bilhões de dólares aos investidores. Esse golpe é aplicado fazendo subir vertiginosamente o preço de uma criptomoeda para vendê-la maciçamente quando está no auge, o que provoca sua queda. Em seguida, seus autores desaparecem, embolsando os lucros.

Um exemplo particularmente midiatizado foi o da criptomoeda chamada "Squidcoin", que multiplicou por dez sua cotação na sequência da série da Netflix "Round 6" (Squid Game no original), antes que seu preço despencasse poucos dias após sua criação.

As criptomoedas, divisas descentralizadas, foram abrindo caminho no mundo das operações financeiras, com procedimentos que a autoridade mobiliária americana qualificou em várias ocasiões de dignas do Velho Oeste.

"Um desenvolvimento animador na luta contra os crimes relacionados com as criptomoedas é a capacidade das forças de ordem de apreender diretamente ativos obtidos ilegalmente", destaca a companhia Chainalysis.

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