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Argentina anuncia novo acordo para pagamento de dívida bilionária ao FMI

Anúncio foi feito pelo presidente argentino, Alberto Fernández; país deve US$ 44 bi ao FMI - Gabriel Bouys/Reuters
Anúncio foi feito pelo presidente argentino, Alberto Fernández; país deve US$ 44 bi ao FMI Imagem: Gabriel Bouys/Reuters

Em Buenos Aires (Argentina)

28/01/2022 11h09Atualizada em 28/01/2022 18h43

A Argentina chegou a um novo acordo de crédito com o FMI (Fundo Monetário Internacional), anunciou hoje o presidente Alberto Fernández.

O anúncio chegou no mesmo dia em que a Argentina deve pagar mais de US$ 700 milhões (R$ 3,7 bilhões) pelo primeiro vencimento deste ano de uma dívida de US$ 44 bilhões (cerca de R$ 236,8 bilhões)

"Quero anunciar que o governo da Argentina chegou a um acordo com o Fundo Monetário Internacional. Comparado aos anteriores que a Argentina assinou, este acordo não contempla restrições que atrasam nosso desenvolvimento", disse o presidente em um discurso gravado.

O presidente não deu detalhes sobre o acordo, que deve aliviar o ônus dos vencimentos da dívida concentrada neste ano (cerca de US$ 19 bilhões, ou R$ 102,3 bilhões) e no próximo (mais US$ 20 bilhões, ou R$ 107,6 bilhões).

"Tínhamos uma dívida impagável que nos deixava sem presente nem futuro e, agora, temos um acordo razoável, que nos permitirá crescer e cumprir nossas obrigações com nosso crescimento", disse o presidente argentino.

"Esse entendimento pretende sustentar a recuperação econômica que já começou. Prevê que não haverá queda do gasto real e, sim, aumento do investimento em obras públicas por parte do governo nacional. Tampouco prevê saltos de desvalorização", acrescentou.

O FMI concedeu à Argentina em 2018, durante o governo de Mauricio Macri (2015-2019), um empréstimo de US$ 57 bilhões (R$ 306,7 bilhões, em valores atualizados) em meio a uma crise cambial, dos quais o país recebeu cerca de US$ 44 bilhões, uma vez que Fernández renunciou às parcelas pendentes quando assumiu o cargo, em dezembro de 2019.

Em 2020, após reestruturar cerca de US$ 66 bilhões (R$ 355,2 bilhões, em valores atualizados) em dívidas com credores privados internacionais, o governo iniciou negociações com o FMI para substituir o acordo de stand-by de 2018 por um acordo de facilidade estendida que estendesse os prazos de pagamento.

O ministro da Economia, Martín Guzmán, deve anunciar os termos do novo programa posteriormente.