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Milhares de voos cancelados nos Estados Unidos por tempestades de inverno

Avião em aeroporto dos EUA - Ashim D?Silva/Unsplash
Avião em aeroporto dos EUA Imagem: Ashim D?Silva/Unsplash

AFP, Nova York

29/01/2022 08h06Atualizada em 29/01/2022 08h34

Milhares de voos nos Estados Unidos foram cancelados hoje antes da chegada de uma tempestade de neve e fortes ventos que afetarão a costa leste do país.

O fenômeno será particularmente intenso no nordeste do país e afetará as regiões de Nova York e Boston, antes de seguir curso pelo Atlântico.

Máquinas de sal e equipamentos para retirar a neve foram disponibilizados em Nova York. O prefeito da cidade, Eric Adams, tuitou que espera 30 centímetros de neve, mas que "a mãe natureza tem a tendência de fazer o que deseja".

Quase 3.400 voos, domésticos e internacionais, foram suspensos neste sábado nos Estados Unidos, segundo o FlightAware, que monitora os voos no país.

Na sexta-feira, mais de 1.450 voos foram cancelados.

O Serviço Meteorológico Nacional alertou para "condições de baixa visibilidade" que tornariam quase impossível viajar em muitas áreas da costa nordeste dos Estados Unidos, com acúmulos de neve superiores aos 30 centímetros em partes da região.

Os governadores de Nova York e Nova Jersey declararam estado de emergência e a prefeita de Boston, Michelle Wu, decretou emergência pela neve.

A tempestade provocará temperaturas extremamente frias, com rajadas de vento perigos entre sábado à noite e a manhã de domingo.

"Voltem para casa esta noite com cuidado, permaneçam em casa durante o fim de semana, evitem qualquer viagem desnecessária", afirmou a governadora de Nova York, Kathy Hochul, em um comunicado, no qual destacou nevascas especialmente fortes em Long Island, na cidade de Nova York e no vale do Hudson.

O serviço meteorológico da região afirmou que a tempestade se intensificaria rapidamente nas próximas 24 horas e a pressão poderia cair para 35 milibares na noite de sábado.

A rápida intensificação às vezes é chamada de "ciclone bomba".

A tempestade acontece duas semanas depois de um fenômeno similar em grande parte do leste da América do Norte, da Geórgia ao Canadá, o que deixou muitas casas sem energia elétrica e provocou o cancelamento de muitos voos.