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Economia da Colômbia alcançou nível pré-pandemia, afirma presidente Duque

15/02/2022 09h46

Bruxelas, 15 Fev 2022 (AFP) - O crescimento da economia da Colômbia em 2021 foi maior que 10% e, com isso, o país alcançou os níveis de atividade anteriores à pandemia de coronavírus, disse à AFP o presidente da Colômbia, Iván Duque.

"Acredito que sim, que recuperamos os níveis pré-pandêmicos. Entre outras coisas, porque o crescimento que alcançamos em 2021, que será maior que 10,2%, é o mais alto na nossa história republicana", disse o presidente em entrevista à AFP.

Este crescimento, acrescentou, não se verifica "somente comparado com 2020. A Colômbia conseguiu aumentar substancialmente seu crescimento em relação ao ano de 2019. É isso o que nos permite dizer que a economia já está em um ponto de crescimento pré-pandêmico".

De acordo com o presidente, "as projeções de crescimento para o ano 2022 mostram que nossa economia pode crescer acima de 5%. Então isso nos deixa talvez como a economia da América Latina com a melhor projeção de crescimento para este ano".

Um relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado na quinta-feira, destacou a "notável" recuperação da economia da Colômbia, mas alertou que esse crescimento dependerá de reformas, particularmente de índole fiscal.

Duque está prestes a encerrar uma viagem de uma semana por Luxemburgo, França e Bélgica, na qual teve reuniões com o presidente francês Emmanuel Macron, a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg.

Em sua agenda, Duque exibiu os números mais recentes do desempenho econômico de seu país e apresentou projetos ambientais.

"A União Europeia também está ciente de que a Colômbia é um dos países com menos emissões por ponto do PIB. Então, investir na Colômbia é um investimento muitíssimo mais verde do que em outros países", apontou.

Na segunda-feira, Duque se encontrou com o chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, com quem conversou sobre a implementação do acordo de paz assinado em 2016 com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), um processo considerado essencial pela União Europeia.

"Temos desafios? Claro que temos desafios, é um processo previsto para ser implementado em 15 anos e já levamos os primeiros cinco. É evidente que o governo respondeu em todas as frentes", afirmou.

A Colômbia terá eleições em março para renovar o Legislativo e escolher os candidatos para as eleições presidenciais do final de maio, que definirão o sucessor de Duque.

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