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EUA proíbe empresa de telecomunicações chinesa de operar devido a 'riscos de segurança'

17/03/2022 08h51

Washington, 17 Mar 2022 (AFP) - Reguladores dos Estados Unidos retiraram na quarta-feira (16) a licença de telecomunicações da estatal chinesa Pacific Networks, no golpe mais recente do confronto latente entre Pequim e Washington.

Anteriormente, Washington havia revogado as permissões da China Telecom e da China Unicom, e a Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) deu 60 dias à Pacific Networks e sua subsidiária ComNet para cortar seus serviços.

"A propriedade e o controle das empresas pelo governo chinês representam riscos significativos para a segurança nacional e a aplicação da lei", disse a FCC em um comunicado, acrescentando que Pequim pode monitorar ou interromper as comunicações nos Estados Unidos.

Pequim criticou uma medida que, "de forma descarada, estica excessivamente o conceito de segurança nacional".

Em entrevista coletiva nesta quinta, o porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores, Zhao Lijian, disse que a medida é "um abuso do poder estatal e uma repressão irracional das companhias chinesas".

A ComNet não respondeu até o momento a um pedido de comentário da AFP.

A revogação da autorização de funcionamento da Pacific Networks ocorre no momento em que o presidente americano, o democrata Joe Biden, tem pressionado com uma estratégia de enfrentamento à China, muito alinhada com a de seu antecessor republicano Donald Trump (2017-2021), cuja abordagem protecionista desencadeou tensões.

As relações entre as duas maiores potências mundiais têm sido tensas em várias frentes, incluindo comércio, direitos humanos, Taiwan e a pandemia de covid-19.

A China Telecom é a maior operadora de telefonia fixa da China, mas tem enfrentado problemas nos Estados Unidos há anos, especialmente sob o governo Trump, que repetidamente entrou em conflito com Pequim sobre o comércio.

As empresas de telecomunicações vem lutando contra as restrições. A China Unicom disse em um comunicado em janeiro que a decisão da FCC veio "sem qualquer base justificável e sem fornecer o devido processo".

jm/sw/atm/llu/ap/mvv

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