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AIE sugere medidas para reduzir consumo de petróleo

18/03/2022 08h34

Paris, 18 Mar 2022 (AFP) - A Agência Internacional de Energia (AIE) apresentou, nesta sexta-feira (18), várias medidas para se reduzir rapidamente o consumo de petróleo, em meio a temores de uma possível crise de abastecimento causada pela invasão russa da Ucrânia.

Com essas dez medidas, que incluem diminuir os limites de velocidade, teletrabalho, ou baratear o transporte público, seria possível economizar um consumo de 2,7 milhões de barris de petróleo por dia em quatro meses, ou seja, o equivalente ao consumo de todos os veículos da China, segundo a AIE.

A agência, que assessora os países em sua política energética, disse recentemente que teme um grande "impacto" na oferta mundial de petróleo, após as sanções contra a Rússia tomadas pela invasão da Ucrânia. Ainda de acordo com a AIE, os barris de petróleo russo não podem ser facilmente substituídos no curto prazo.

Seu plano de dez pontos, que se segue a outro para reduzir a dependência do gás, concentra-se no setor de transportes.

A AIE sugere reduzir em 10 km/h a velocidade autorizada nas estradas, trabalhar em casa pelo menos três dias por semana, se possível, ou organizar domingos sem carros nas grandes cidades.

Também recomenda baixar o preço dos transportes públicos, incentivar as pessoas a caminharem, ou a usarem a bicicleta, e a priorizar o trem em relação ao avião, assim como os veículos elétricos, aos tradicionais.

Ao mesmo tempo, a agência afirmou esperar que a próxima reunião da OPEP+ permita "aliviar o mercado" e pediu aos países produtores que se posicionem do "lado correto", ou seja, um pedido indireto para que aumentem a produção.

"Espero que a reunião de 31 de março se traduza em uma mensagem positiva, que ajude a reduzir a pressão no mercado de petróleo", afirmou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol, em uma entrevista coletiva.

A OPEP+ reúne os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), liderados pela Arábia Saudita, e outros 10 países exportadores não membros da organização, liderados pela Rússia.

Até o momento, os membros da OPEP+ se negam a aumentar a produção de maneira significativa para aliviar o mercado, e não foram além de um aumento de 400.000 barris por dia ao mês.

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