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Brasil registrou em janeiro o menor desemprego desde 2016

18/03/2022 12h11

Rio de Janeiro, 18 Mar 2022 (AFP) - O Brasil registrou um índice de desemprego de 11,2% no trimestre novembro-janeiro, o menor desde 2016 para esse período, mas o rendimento médio dos trabalhadores caiu quase 10% em um ano, segundo dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (18).

Esse índice está um pouco abaixo das expectativas dos analistas consultados pelo jornal econômico Valor, que esperavam 11,3%.

No entanto, interrompe uma série de nove quedas consecutivas, após o trimestre móvel outubro-dezembro registrar 11,1% de desemprego.

Mas os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram uma melhora muito clara em relação a um ano atrás, quando a taxa chegou a 14,5% em uma economia ainda duramente atingida pela pandemia de coronavírus.

Embora ainda em patamar elevado, o desemprego não era tão baixo para um trimestre móvel novembro-janeiro há seis anos (9,7%).

A maior economia da América Latina ainda tem 12 milhões de desempregados.

Segundo Adriana Beringuy, do IBGE, essa queda do desemprego deve-se sobretudo à recuperação do varejo, setor cujo número de empregados agora é "maior do que antes da pandemia", graças à retomada do consumo.

"Esse resultado mostra que a tendência observada desde o segundo semestre de 2021 continua", insiste. No entanto, dados do IBGE revelam que o rendimento médio dos trabalhadores continuou em declínio, com queda de 9,7% em um ano.

O número de pessoas com trabalho informal, que na maioria das vezes trabalham sem contrato e em condições precárias, permaneceu muito alto, em 38,5 milhões, 40,5% da população ativa.

O poder de compra dos brasileiros também foi afetado pela inflação, que está ainda mais acentuada pela guerra na Ucrânia.

A inflação nos últimos 12 meses subiu para 10,54% em fevereiro, quando os preços subiram 1,01% ao mês, a maior taxa desde 2015 para este mês, dado preocupante para o presidente Jair Bolsonaro, que busca a reeleição em outubro.

O PIB do Brasil cresceu 4,6% em 2021, após uma queda de 3,9% em 2020 devido à pandemia, mas as previsões de analistas apontam para um crescimento muito tímido em 2022, de 0,49%.

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