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Missão do FMI destaca o bom rumo da economia do Chile

28/03/2022 15h47

Washington, 28 Mar 2022 (AFP) - Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) destacou nesta segunda-feira (28) o bom rumo da economia do Chile e elogiou o programa de reformas do governo de Gabriel Boric, mas alertou para "riscos elevados" pela guerra na Ucrânia e para a incerteza pela pandemia.

O FMI emitiu um comunicado ao finalizar a visita de uma delegação técnica a Santiago de 21 a 25 de março para dialogar com o novo governo sobre a covid-19 e o conflito no leste da Europa, entre outros acontecimentos que impactam as políticas públicas.

"Aplaudimos o extenso programa de reformas que as autoridades chilenas lançaram, que planeja reduzir a desigualdade, proteger os mais vulneráveis e promover uma economia mais verde, mantendo a estabilidade macroeconômica e a sustentabilidade fiscal", disse a chefe da missão, Ana Corbacho.

No Chile, "a recuperação econômica está no caminho certo", afirmou.

O Produto Interno Bruto (PIB) chileno caiu 6% em 2020, ano de forte distúrbios na economia mundial pela pandemia, mas cresceu 11,7% em 2021.

"Devido à retirada do estímulo fiscal e monetário, espera-se que o crescimento desacelere este ano, o que ajudará a mitigar os riscos de superaquecimento e aumento da inflação", disse Corbacho.

O FMI espera um crescimento de 1,9% para o Chile em 2022 e o mesmo em 2023.

Corbacho chamou a atenção para os "riscos elevados" enfrentados pela economia chilena, mas ressaltou "a grande solidez dos fundamentos econômicos" do país, que o preparam para responder a choques.

"Devido ao atraso na recuperação do trabalho em certos setores e ao aumento dos preços internacionais de alimentos e combustíveis, a política fiscal deve continuar fornecendo apoio direcionado aos setores mais vulneráveis", recomendou.

O FMI disse que espera manter "estreita cooperação" com o Chile no futuro.

O esquerdista Boric, um ex-líder estudantil de 36 anos, assumiu em 10 de março como o presidente mais jovem da história de seu país, sucedendo o presidente de centro-direita Sebastián Piñera, que governou o Chile duas vezes (2010-2014 e 2018-2022).

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