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Orçamento de Biden prevê aumento de impostos para ricos nos EUA e mais ajuda à Otan

28/03/2022 20h38

Washington, 28 Mar 2022 (AFP) - O presidente Joe Biden apresentou nesta segunda-feira (28) um projeto orçamentário para 2023 de quase 5,8 trilhões de dólares no qual prioriza elevar os impostos os mais ricos, combater a criminalidade e apoiar a Ucrânia sobre a invasão da Rússia.

Reflete os valores "de responsabilidade fiscal, de segurança dentro e fora do país e de investimentos necessários" para continuar sendo competitivos, disse o presidente ao apresentar o plano.

A proposta orçamentária, que cobre o período de 1º de de outubro a 30 de setembro, vai para o Congresso, que controla as finanças do governo. Portanto, estará sujeito a emendas que devem ser aprovadas nas duas Câmaras, onde os democratas têm maiorias apertadas.

Assim, um forte aumento nos gastos da defesa (+4%) poderia se chocar com a ala mais à esquerda do partido.

O governo Biden propõe um "imposto mínimo" que "só seria aplicado a 0,01% dos lares mais ricos - aqueles com renda superior a 100 milhões de dólares - e mais da metade das receitas viria apenas dos bilionários", detalhou a Casa Branca em um comunicado.

"Isso garantiria que, em um ano, paguem pelo menos 20% de suas receitas totais em impostos sobre a renda", acrescentou.

A ala de esquerda do Partido Democrata de Biden há muito pede um imposto sobre a renda dos bilionários para combater a desigualdade.

Uma proposta semelhante foi considerada no ano passado como parte das negociações do plano "Build Back Better", um vasto projeto de lei de gastos ambientais e sociais.

Mas a administração de Biden desistiu dela em outubro para tentar salvar o plano, que acabou paralisado devido a divisões entre os democratas no Congresso.

O orçamento de 2023 também prevê aumentar a alíquota de imposto sobre as empresas para 28%, revertendo a legislação aprovada em 2017 pelo governo anterior, do ex-presidente republicano Donald Trump, que a reduziu para 21%.

- Crimes e armas -Além de um reequilíbrio fiscal, Biden destacou seu desejo de destinar mais recursos à segurança dentro e fora dos Estados Unidos.

Em nível nacional, o plano inclui 3,2 bilhões de dólares para aumentar o número de policiais em campo e US$ 30 bilhões para o combate à criminalidade.

O governo Biden também quer aumentar os recursos para combater a violência com armas de fogo com uma alocação de 1,7 bilhão de dólares.

Por outro lado, os Estados Unidos propõem 6,9 bilhões de dólares para a Iniciativa Europeia de Dissuasão, para a Otan e a "luta contra a agressão russa" à Ucrânia e mais um bilhão de dólares adicional de assistência para Kiev.

Se o Congresso aprovar o orçamento, esse valor passaria a engrossar outras ajudas já desembolsadas a favor de Kiev.

Os fundos seriam utilizados para "melhorar as capacidades e a preparação das forças americanas, dos aliados da Otan e dos parceiros regionais frente à agressão russa" à soberania ucraniana, informou a Casa Branca.

Funcionários do Departamento de Defesa enfatizaram que a invasão da Ucrânia representa "uma ameaça aguda" para a ordem mundial mas, para eles, a China continua sendo o principal risco estratégico para os Estados Unidos.

Para a América Latina, Biden pede ao Congresso que invista quase 987 milhões de dólares na América Central e no Haiti para "manter a liderança" na região e "como parte de uma estratégia integral para avançar na reforma sistêmica, enquanto são abordadas as causas profundas da migração irregular".

A Casa Branca também orçou 1,4 bilhão de dólares para a Associação Internacional de Desenvolvimento (AIF) do Banco Mundial.

"Esse investimento restabelece o papel histórico dos Estados Unidos como maior doador do Banco Mundial para apoiar o desenvolvimento de países de baixa e média renda", informou a Casa Branca, que afirmou sua convicção de que contribuir para a estabilidade global e mitigar os riscos climáticos e de saúde é benéfico para os Estados Unidos e os americanos.

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