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Senado dos EUA avança em legislação para enfrentar concorrência da China

28/03/2022 23h48

Washington, 29 Mar 2022 (AFP) - O Senado dos Estados Unidos votou nesta segunda-feira em favor de um projeto de lei multimilionário destinado a impulsionar a pesquisa e a fabricação de alta tecnologia, enfrentar a influência da China e aliviar a escassez global de chips para computadores.

A legislação é a versão da câmara alta para o projeto de lei America Competes, da Câmara dos Representantes, aprovado em fevereiro. Espera-se que os congressistas iniciem negociações entre ambos os partidos na Câmara e no Senado para casar os diferentes textos.

O líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, disse que a legislação, paralisada há tempos, seria "uma das conquistas mais importantes do 117º Congresso".

"Esse projeto de lei, por todas as suas disposições, trata realmente de duas grandes coisas: criar mais empregos americanos e reduzir os custos para as famílias americanas", disse aos senadores. "Ajudará a reduzir os custos, facilitando a produção aqui em casa de tecnologias críticas, como os semicondutores. Criará mais empregos, ao trazer de volta a fabricação."

Schumer e o líder da minoria no Senado, Mitch McConnell, discutem os esboços para iniciar as negociações formais sobre a legislação em abril e uma votação em plenário em maio ou junho.

Tanto a versão da Câmara quanto a do Senado contemplam o objetivo do presidente americano, Joe Biden, de investir 52 bilhões de dólares em pesquisa e produção nacionais, marcando uma vitória que poderia ser anunciada antes das eleições de meio de mandato de novembro.

A versão de 2.900 páginas da Câmara foi aprovada em grande parte pelas linhas partidárias, com os republicanos argumentando que não era suficientemente dura com a China e se concentrava demais em questões como mudanças climáticas e desigualdade social. Isso significa que está destinada a um comitê de conferência, onde os republicanos do Senado terão toda a influência, já que serão necessários 10 deles para que o texto final volte à câmara alta.

Chuck Schumer disse, no entanto, que a legislação impulsionaria uma nova geração de inovação americana. "Qualquer país que for o primeiro a dominar as tecnologias de amanhã irá reconfigurar o mundo à sua imagem", indicou, no plenário do Senado. "Os Estados Unidos não podem se dar ao luxo de ficar em segundo lugar quando se trata de tecnologias como 5G, IA (inteligência artificial), computação quântica, semicondutores, bioengenharia e muito mais."

ft/bfm/atm/dga/lb