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Biden elogia inovação industrial na Carolina do Norte

14/04/2022 22h17

Washington, 15 Abr 2022 (AFP) - Joe Biden elogiou nesta quinta-feira (14) a inovação industrial dos Estados Unidos durante viagem à Carolina do Norte, na qual defendeu seus esforços contra a inflação e para impulsionar a pesquisa e a produção de alta tecnologia a fim de tornar o país mais competitivo no mundo.

Em Greensboro, o presidente disse que sua maior prioridade desde o início de seu mandato foi promover produtos "Made in America" (Produzidos nos EUA).

"Vão mudar mais coisas nos próximos dez anos do que nos últimos 50", disse aos futuros engenheiros da North Carolina Agricultural and Technical State University.

"A ciência e a tecnologia avançam de forma incrivelmente rápida. Tudo isso faz parte de uma visão mais ampla do nosso programa com a vice-presidente (Kamala) Harris: reconstruir os Estados Unidos melhor do que antes da pandemia", acrescentou.

Esta visita ocorre em um momento em que a inflação atinge seu nível mais alto em 40 anos - em março foi de 8,5% interanual -, segundo cifras publicadas nesta terça pelo Departamento do Trabalho, que culpa a invasão russa da Ucrânia, o aumento dos aluguéis e os preços do gás.

Biden também se reuniu com professores e estudantes de robótica e cibersegurança para falar sobre um projeto de lei chamado "Bipartisan Innovation Act" (Lei de Inovação Bipartidária), que busca melhorar a produção manufatureira americana.

"Isso significa cadeias de abastecimento mais sólidas, mais emprego no setor manufatureiro, preços mais baixos para os consumidores à medida que quebramos os gargalos, como no caso dos semicondutores, que fizeram a inflação aumentar desde o ano passado", detalhou a Casa Branca antes da visita.

A Carolina do Norte votou majoritariamente em candidatos republicanos nas eleições presidenciais dos últimos 20 anos, exceto em 2008, quando elegeu Barack Obama no lugar de John McCain.

A popularidade de Biden caiu nos últimos meses por causa da inflação, um dos maiores desafios dos democratas a sete meses das eleições de meio de mandato.

Uma pesquisa recente da Quinnipiac University estimou sua popularidade em 33% em nível nacional.

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