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Petróleo fecha em queda por abertura de EUA à Venezuela

17/05/2022 21h16

Nova York, 18 Mai 2022 (AFP) - Os preços do petróleo fecharam em queda nesta terça-feira (17), com a perspectiva - ainda distante - de uma possível reativação das exportações venezuelanas aos Estados Unidos e a hipótese de um imposto europeu ao petróleo russo em no lugar de um embargo pela invasão da Ucrânia.

Em Nova York, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega em junho recuou 1,57%, fechando a 112,40 dólares.

Em Londres, por sua vez, o preço do barril do Brent para o mar do Norte para entrega em julho perdeu 2,02% e fechou a 111,93 dólares.

Em um fenômeno raro, o WTI fechou acima do Brent.

"É preciso lembrar que o Brent é para (entrega) em julho, enquanto o WTI é para junho", comentou Andy Lipow, da Lipow Oil Associates. O petróleo entregue antes tem uma bonificação em um mercado tenso como o atual.

"De qualquer forma, isso significa que os refinadores buscam de todos os lados por alternativas ao petróleo russo. Por isso, vemos um aumento da demanda pela produção americana" de ouro negro, acrescentou.

Impulsionado na segunda-feira pela suspensão progressiva do confinamento sanitário em Xangai, bem como pela solicitação próxima de adesão da Suécia e da Finlândia à Otan por causa da invasão russa, o petróleo enfrentou ventos desfavoráveis nesta terça.

Os Estados Unidos anunciaram que vão flexibilizar de forma limitada algumas sanções contra a Venezuela, entre elas uma vinculada à petroleira Chevron, com a finalidade de promover o diálogo entre o governo socialista de Nicolás Maduro e a oposição apoiada por Washington.

Um alto funcionário americano disse que este "alívio de sanções" à Venezuela se refere sobretudo a uma "licença limitada" outorgada ao grupo petroleiro americano Chevron no contexto do embargo ao petróleo venezuelano, imposto por Washington a Caracas em 2019 com a esperança de tirar Maduro do poder.

A isenção "autoriza a Chevron a negociar os termos das possíveis atividades futuras na Venezuela", mas "não permite fechar nenhum novo acordo com (a petroleira estatal venezuelana) PDVSA", explicou.

A Chevron é a única petroleira americana que ainda tem ativos na Venezuela, em sociedade com a PDVSA.

Para Edward Moya, da Oanda, os preços também estiveram sob pressão por informação divulgada segundo a qual os Estados Unidos proporiam à União Europeia aplicar uma taxa excepcional às importações de petróleo russo no lugar de um embargo.

"Isso permitiria ao mercado continuar abastecido", antecipou Moya, "o que limitaria a alta do petróleo".

A UE enfrenta a oposição da Hungria - próxima de Moscou - a um embargo sobre o petróleo russo.

Nesta terça, o preço da gasolina bateu um novo recorde nos Estados Unidos, a 4,523 dólares por galão (3,78 litros).

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