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ExxonMobil 'ganhou mais dinheiro do que Deus' este ano, diz Biden

10/06/2022 20h55

Los Angeles, 10 Jun 2022 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, criticou nesta sexta-feira (10) a petrolífera ExxonMobil por não ter produzido mais gasolina, enquanto os preços dos combustíveis afetam os bolsos dos americanos e a popularidade do mandatário diminui.

"A Exxon ganhou mais dinheiro do que Deus este ano", disse Biden, ao defender um aumento de impostos às companhias petrolíferas.

A ExxonMobil informou que obteve lucros maciços no primeiro trimestre do ano, produto do aumento do preço do petróleo depois da invasão da Ucrânia por parte da Rússia e apesar da redução nos volumes de petróleo e gás natural.

As companhias petrolíferas "têm 9.000 licenças para perfurar os terrenos. Não estão perfurando. Por que não estão extraindo? Porque ganham mais dinheiro produzindo menos petróleo", disse Biden durante uma conferência no porto de Los Angeles, horas depois de o governo informar a inflação galopante estimulada pelos preços da energia.

Além disso, por meio de lucros maiores, "estão recomprando suas próprias ações, que francamente deveriam ser tributadas. Estão recomprando suas ações sem fazer novos investimentos", assinalou.

Após um 2020 terrível, marcado pelos confinamentos por covid-19, as empresas petrolíferas voltaram a obter lucro em 2021, que dispararam este ano.

A ExxonMobil duplicou seus lucros durante o primeiro quadrimestre, para 5,5 bilhões de dólares, e suas receitas aumentaram 52,4%, para 87,7 bilhões de dólares.

A gigante petrolífera também aumentou o gasto na recompra de ações em 20 bilhões de dólares. Embora planeje aumentar o gasto em capital em 2022, a ExxonMobil descartou investimentos adicionais.

A popularidade de Biden despenca enquanto os Estados Unidos registram a maior inflação nas últimas quatro décadas e um aumento nos preços da gasolina.

Os dados informados pelo governo nesta sexta-feira mostram que o índice de preços ao consumo subiu para 8,6% em comparação com maio de 2021 e ficou acima dos 8,3% registrados em abril. O dado superou, inclusive, o índice de março, estimado pelos economistas como o pico inflacionário.

Os preços da energia aumentaram 34,6% em um ano e os da gasolina duplicaram, um crescimento de 106,7%, o maior aumento desde 1935, quando foi registrado pela primeira vez o índice de preços ao consumidor.

Os preços do barril de petróleo permaneceram acima dos 100 dólares depois de atingir 130 dólares em março, após a invasão russa da Ucrânia.

Os motoristas americanos estão enfrentando um novo recorde nos preços da gasolina. O custo médio do combustível por galão era de 4,99 dólares nesta sexta, de acordo com a Associação Americana do Automóvel (AAA).

jul-to/hs/jib/gm/rpr/mvv

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