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Dólar forte e suspensão das atividades de terminal gasífero derrubam petróleo

14/06/2022 18h51

Nova York, 14 Jun 2022 (AFP) - O petróleo, em particular o WTI, referência do mercado americano, fechou em baixa nesta terça-feira (14) devido ao fortalecimento do dólar e ao anúncio de uma suspensão prolongada das atividades em um terminal gasífero nos Estados Unidos.

Em Nova York, o preço do barril de WTI para entrega em julho fechou em queda de 1,97%, a 118,93 dólares.

O barril de Brent do Mar do Norte para entrega em agosto limitou suas perdas a 0,89% e fechou a 121,97 dólares.

"Tradicionalmente, as matérias-primas sofrem quando o dólar se fortalece e o Fed (banco central americano) eleva suas taxas", lembrou Bill O'Grady, do Confluence Investment Management. "Mas o petróleo vinha ignorando isso até agora".

Com a perspectiva antecipada pelo mercado de um aumento das taxas de juros inédito em 30 anos - de 0,75 ponto percentual pelo Federal Reserve (Fed) nesta quarta-feira, um panorama que impulsionou o dólar -, o petróleo acabou recuando.

"A nós preocupa que isso [a elevação das taxas] afete a economia", explicou o analista. "Isso seria ruim para as matérias-primas", resumiu.

Os operadores também levaram em conta o anúncio da suspensão prolongada do terminal de gás da empresa Freeport LNG, em Quintana Island, perto de Houston.

Afetada por uma explosão e um incêndio, esta instalação, que também é uma usina de liquefação de gás natural, ficará inoperante por 90 dias, muito mais do que as três semanas anunciadas inicialmente pela Freeport LNG. A usina só vai recuperar sua capacidade plena no fim do ano.

A informação derrubou os preços do gás natural nos Estados Unidos, em baixa de até 18,5% nesta terça. O mercado assumiu que os volumes não exportados estarão disponíveis para consumo interno.

Mas na Europa ocorreu o fenômeno inverso e os preços do gás subiram 13%.

A situação de escassez explica que, do lado do petróleo, o Brent, tipo de referência europeu, tenha tido uma queda muito menor do que o WTI.

"É uma notícia muito ruim para a Europa", afirmou Bill O'Grady.

Estes fatores deixaram em segundo plano o relatório mensal da Opep que, pela primeira vez, contempla a perspectiva de uma queda da produção russa em 2022, de 250.000 barris diários.

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