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Desemprego na zona do euro registra menor nível histórico, a 6,6%, em maio

Iluminação no edifício-sede do Banco Central Europeu com logotipo da zona do euro - REUTERS/Wolfgang Rattay
Iluminação no edifício-sede do Banco Central Europeu com logotipo da zona do euro Imagem: REUTERS/Wolfgang Rattay

30/06/2022 07h04

A taxa de desemprego na zona do euro caiu em maio a 6,6% da população ativa, depois de registrar 6,7% em abril, e atingiu desta forma o menor nível histórico, anunciou a agência de estatísticas Eurostat.

O indicador mantém desde dezembro a tendência de queda, mas em maio registrou o menor nível desde que a Eurostat começou a compilar a série de dados, em abril de 1998.

Para o conjunto da União Europeia (UE), a taxa de desemprego caiu a 6,1% em maio, também o menor índice histórico.

De acordo com a Eurostat, de maio de 2021 a maio de 2022 o desemprego na Eurozona recuou 1,5 ponto percentual. E entre as pessoas com menos de 25 anos, a queda foi ainda mais expressiva, de 4,7 pontos percentuais.

A Espanha, com índice de desemprego de 13,1%, é o único país da Eurozona com taxa de dois dígitos.

Em seguida aparecem Itália (8,1%) e França (7,2%). Maior economia do bloco, a Alemanha registrou taxa de 2,8%.

O mercado de trabalho foi beneficiado pela forte recuperação da economia europeia iniciada em 2021, após a recessão vinculada à pandemia de covid-19.

A guerra na Ucrânia, no entanto, lança uma sombra de incerteza sobre as perspectivas para os próximos meses, uma vez que as previsões de crescimento na Europa foram revisadas drasticamente para baixo, enquanto a inflação dispara.

Os números da Eurostat sugerem que a crise ainda não é visível no mercado de trabalho.

A União Europeia (UE) reduziu em maio a previsão de crescimento para a zona do euro em 2022 para 2,7%, um corte de 1,3 ponto percentual na comparação com a estimativa anterior.

Ao mesmo tempo, o bloco aumentou a projeção de inflação em 3,5 pontos, a 6,1%.