FMI: endividamento mundial caiu, mas ainda supera nível pré-pandemia

O endividamento mundial diminuiu em 2022 pelo segundo ano consecutivo, mas continua mais elevado do que antes da pandemia, informa um artigo publicado nesta quarta-feira (13) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que voltou a pedir aos governos que reduzam essa dívida. 

O montante total da dívida em nível mundial em 2022 seria equivalente a 238% do PIB, ou seja, nove pontos percentuais a mais do que em 2019, detalhou o FMI, ao atualizar sua base de dados da dívida global. 

Essa dívida era de US$ 235 bilhões em 2022 (R$ 1,16 trilhão na cotação atual). 

"A carga da dívida mundial diminuiu pelo segundo ano consecutivo", mas "continua sendo superior a seu já elevado nível anterior à pandemia", acrescenta, em um informe.

"Muitos governos gastaram mais para estimular o crescimento e responder à alta dos preços dos alimentos e da energia, embora tenham cessado seus apoios orçamentários relacionados com a pandemia", reforça o texto. 

Os economistas do FMI voltaram a pedir aos políticos que tomem "medidas urgentes para ajudar a reduzir as vulnerabilidades relacionadas com a dívida".

"As autoridades políticas terão de ser inabaláveis em seu compromisso com a sustentabilidade da dívida nos próximos anos", acrescentam os especialistas do FMI. 

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais endividado do mundo, seguido da China. As dívidas de ambas as potências se situam em um nível similar em percentual de seu PIB. 

No entanto, segundo a publicação, "a China teve um papel central no aumento da dívida mundial nas últimas décadas, com um endividamento superior ao crescimento econômico". 

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"A dívida dos países em desenvolvimento também aumentou significativamente nas últimas duas décadas, mas seus níveis iniciais de dívida eram mais baixos", completou.

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© Agence France-Presse

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