Inflação interanual dos EUA volta a subir em agosto

A inflação interanual de agosto nos Estados Unidos subiu pelo segundo mês consecutivo e pressionou as autoridades monetárias, que tentam conter o aumento dos preços.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 3,7% interanual, frente a 3,2% de julho, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Departamento do Trabalho.

O percentual ultrapassa os 3,6% previstos pelos analistas, segundo o consenso do Market Watch, embora a inflação tenha sido de 0,6% em um mês, comparado a 0,2% em julho, conforme o esperado.

O preço da gasolina é o principal fator do aumento mensal, "representando mais da metade do aumento", detalhou o Departamento do Trabalho em um comunicado para a imprensa, no qual destacou "o contínuo aumento do índice de moradia, que subiu pelo 40º mês consecutivo".

Após um ano sem aumento, a inflação voltou a crescer no mês de julho, impulsionada, sobretudo, pelos preços de moradia.

Apesar do crescimento do preço da gasolina, os preços da energia caíram 3,6% desde agosto de 2022.

Em agosto, a chamada inflação subjacente ficou em 0,3%, sem contar com os preços mais voláteis de energia e alimentação, face a 0,2% do mês anterior.

No entanto, a taxa interanual deste índice caiu de 4,7% em julho para 4,3% em agosto.

- Reunião do Fed -

Os valores são divulgados uma semana antes de o Federal Reserve (Fed, Banco Central americano) se reunir para decidir se volta a aumentar as taxas, na esperança de reduzir a inflação, ou se as mantém no nível atual para não afetar muito a atividade econômica.

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A taxa de referência se encontra agora em um intervalo entre 5,25% e 5,50% - seu nível mais elevado em 22 anos, depois de ter sido aumentada 11 vezes desde março de 2022.

Para a tomada de decisões, no entanto, o Fed dá prioridade ao PCE - um índice de inflação que subiu para 3,3% interanual em julho e que o Fed deseja situar em torno de 2%.

A inflação é um tema fundamental na campanha eleitoral dos EUA, antes da eleição presidencial em novembro de 2024.

O democrata Joe Biden defende que sua política econômica permitiu conter a inflação, que disparou em junho de 2022 para 9,1% interanual, o valor mais alto desde o início da década de 1980.

Embora os salários nos Estados Unidos tenham aumentado em 2022, a subida da inflação causou uma perda de 2,3% no poder de compra.

A escassez de mão de obra na principal economia do mundo fez os salários dispararem e, consequentemente, os preços.

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© Agence France-Presse

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