Wall Street fecha em alta após queda nas taxas dos títulos do Tesouro

A Bolsa de Nova York fechou em alta nesta quarta-feira (4), impulsionada pela queda de rendimento dos papéis do Tesouro e por dados de emprego inferiores ao esperado no setor privado, o que reduz a pressão de alta sobre os juros do banco central americano.

No fechamento do pregão, o índice Dow Jones Industrial registrou alta de 0,39%, o tecnológico Nasdaq subiu 1,35% e o S&P 500 avançou 0,81%.

"O relatório da ADP [sobre os dados do emprego no país] foi o catalisador hoje", resumiu Steve Sosnick, da Interactive Brokers.

O setor privado criou 89.000 empregos em setembro, quase a metade dos 150.000 esperados pelos economistas.

"O mercado de trabalho está desacelerando", destacou Jeffrey Roach, da LPL Financial, "o que alivia a pressão sobre o Fed [Federal Reserve, o banco central americano], que está preocupado com uma segunda onda de inflação", um fenômeno caracterizado por aumentos salariais para compensar o aumento nos preços, criando uma espiral inflacionária.

Os operadores também observaram uma nova moderação no aumento dos salários, pelo décimo segundo mês consecutivo, segundo a ADP.

Esses dados aliviaram a pressão no mercado de títulos públicos, e os rendimentos dos papéis do Tesouro com vencimento em dez anos, que, ao longo da semana, atingiram 4,88%, o pico em 16 anos, caíram para 4,73%.

As ações "tinham caído demais", segundo Sosnick, "e é lógico que, com uma queda nos rendimentos dos títulos públicos, elas se recuperem".

Outros indicadores publicados nesta quarta-feira relativizaram a desaceleração da maior economia do mundo, disse José Torres, da Interactive Brokers.

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A atividade no setor de serviços nos Estados Unidos registrou crescimento pelo nono mês consecutivo em setembro, e os executivos das empresas têm, em geral, uma visão positiva das condições econômicas, de acordo com a pesquisa mensal divulgada nesta quarta-feira pela federação profissional ISM.

O índice que avalia este setor recuou 0,9 pontos percentuais em relação a agosto, mas permanece acima do nível de 50% que indica uma expansão da atividade, ao ficar em 53,6%, praticamente conforme o esperado pelos analistas, segundo o consenso reunido pelo briefing.com.

Muitas empresas de tecnologia, como Alphabet (+2,23%) e Amazon (+1,83%), impulsionaram a alta do dia.

As empresas petrolíferas, por outro lado, sofreram com a queda de mais de 5% no preço do petróleo nesta quarta-feira. ExxonMobil (-3,74%) e Chevron (-2,33%) registraram quedas expressivas.

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© Agence France-Presse

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