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Custo de vida em São Paulo subiu 10% nos últimos 12 meses, aponta índice

Custo de vida impactou mais nas classes D e E do que nas A e B na Grande São Paulo, segundo índice da Fecomercio-SP - Joá Souza/Futura Press/Estadão Conteúdo
Custo de vida impactou mais nas classes D e E do que nas A e B na Grande São Paulo, segundo índice da Fecomercio-SP Imagem: Joá Souza/Futura Press/Estadão Conteúdo

29/10/2021 14h25Atualizada em 29/10/2021 15h26

O custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo subiu 0,93% em setembro, motivado pela alta nos preços dos combustíveis e da energia elétrica.

Nos últimos 12 meses, o CVCS (Custo de Vida por Classe Social) - indicador da Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) - acumula alta de 10,27%, maior patamar desde fevereiro de 2016, quando a variação era de 10,98%.

Segundo a Fecomercio, a inflação está concentrada nos grupos de transportes, habitação e alimentação, responsáveis por 0,85 ponto porcentual na variação do mês. Esses itens são os que mais impactam o orçamento das famílias.

"Além disso, há o repasse dos preços dos estabelecimentos, já que são produtos e serviços que geram efeitos negativos na cadeia produtiva, como é o caso dos combustíveis e da energia elétrica", disse a entidade.

Os dados mostram, ainda, que, no acumulado do ano, o CVCS tem aumento de 6,57%, patamar bem superior ao do mesmo período de 2020, quando a soma dos preços pagos pelos diversos bens e serviços consumidos pela população estava em 0,93%.

Entre outubro de 2019 e setembro de 2020, a variação era de 3,04%. Para as classes de menor poder aquisitivo, o custo de vida é mais caro no acumulado em 12 meses, com altas de 12,62% para a classe E e de 12,42% para a D.

Reajustes

O mesmo estudo indicou que, no comércio, os aumentos de 3,22% nos custos do etanol — que acumula, em 12 meses, 66,93% — e de 1,86% da gasolina, são as principais razões para a elevação dos preços dos produtos.

Os automóveis novos tiveram variação de 2,05%. Já os usados, de 2,57%, influenciados pela falta de insumos e demora na entrega da indústria automobilística.

A alta do preço dos combustíveis, especialmente do querosene de avião, também refletiu no aumento nos serviços, incidindo no grupo transportes, com o aumento do preço das passagens aéreas: 27,21%.

"Mesmo fora do período de alta temporada, os custos das companhias subiram de forma expressiva. A demanda reprimida também contribuiu para a elevação dos preços", afirmou a FecomercioSP.

No grupo de habitação, a alta ficou concentrada nos serviços, especialmente na energia elétrica residencial, com variação de 7,12%. Em 12 meses, a elevação chega perto dos 33%.

O peso da inflação é mais significativo sobre o custo de vida das famílias das classes mais baixas: a variação mensal foi de 2,82% para a classe E, caindo pela metade para a A (1,41%).

O setor de alimentação e bebidas, que figurava entre as maiores influências, em setembro obteve variação mais fraca — 0,39% —, ante 1,65% de agosto. A participação no resultado geral do mês foi de 0,09 ponto percentual.

As demais elevações ficaram por conta dos grupos de comunicação (0,89%), despesas pessoais (0,29%), artigos do lar (0,05%) e saúde (0,01%). No caminho inverso figuram vestuário, com retração nos preços de 1,08%, e educação, com recuo mensal de 0,06%.

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