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Valor do aluguel residencial caiu 0,6% em 2021, aponta índice da FGV

Ivar, o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais, é o mais novo índice da FGV - Carol Yepes/Getty Images
Ivar, o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais, é o mais novo índice da FGV Imagem: Carol Yepes/Getty Images

11/01/2022 10h26Atualizada em 11/01/2022 10h57

O Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) lançou hoje um novo indicador para medir a variação de preço dos aluguéis residenciais.

O Ivar (Índice de Variação de Aluguéis Residenciais) utiliza informações dos contratos assinados entre locadores e locatários, intermediados por empresas administradoras de imóveis, em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Em dezembro, o Ivar subiu 0,66%, uma desaceleração com relação ao 0,79% registrado em novembro. O acumulado de 12 meses — ou seja, o ano de 2021, de janeiro a dezembro — ficou em -0,61% em dezembro, ante a taxa de 0,70% apurada em novembro.

Nos anos anteriores, a taxa anual ficou em -5,08% em dezembro de 2019 e 4,08% em dezembro de 2020.

De acordo com o Ibre-FGV, a diferença na metodologia estatística gera uma grande variação entre o Ivar e a evolução dos aluguéis medida pelos índices tradicionais.

O subitem Aluguel Residencial do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) subiu 6,98% no acumulado de 12 meses em dezembro, enquanto no IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), do Ibre-FGV, o aumento foi de 4,45%.

De acordo com o pesquisador do Ibre-FGV responsável pela metodologia do Ivar, Paulo Picchetti, o novo indicador capta nuances que os outros não refletem.

"O setor imobiliário foi profundamente afetado pelos efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho. O desemprego elevado sustentou negociações entre inquilinos e proprietários que resultaram, em sua maioria, em queda ou manutenção dos valores dos aluguéis, contribuindo para o recuo da taxa anual do índice", disse.

As quatro cidades componentes do Ivar apresentaram, conjuntamente, desaceleração no acumulado de 12 meses, com São Paulo caindo mais do que a média nacional, com -1,83%.

A queda em Porto Alegre foi -0,35%, e Belo Horizonte e Rio de Janeiro tiveram alta de 1,46% e 0,46%, respectivamente.

Para o coordenador dos índices de preços do Ibre-FGV, André Braz, as negociações entre inquilinos e proprietários refletem a queda na renda familiar, afetada pela alta da inflação e outros fatores econômicos.

"Ainda que a inflação, medida pelos principais índices de preços do país, esteja em aceleração, a variação interanual dos aluguéis residenciais segue em desaceleração", explicou.

"A alta da inflação vem reduzindo a renda familiar, que segue pressionada pela apatia da atividade econômica e pelo alto índice de desemprego", prosseguiu.

O instituto disse que, a partir deste mês, os dados do Ivar serão incorporados ao subitem aluguel residencial das diferentes versões do IPC (Índice de Preços ao Consumidor).

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