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Investidores elevam compra de bonds mexicanos ligados à inflação

Nacha Cattan e Ben Bain

(Bloomberg) -- Quase cinco meses depois de o JPMorgan ter recomendado a compra de títulos mexicanos atrelados à inflação, parece que os investidores estrangeiros estão dando ouvidos a esse conselho.

As posses dessa dívida no exterior subiram nas três primeiras semanas de janeiro ao patamar mais alto em seis meses, de acordo com os dados mais recentes do banco central.

Essas compras ajudaram a reduzir rendimentos nos chamados Udibonos com vencimento em 2020 em mais de meio ponto percentual em relação ao recorde de 3,11% em dezembro.

Investidores internacionais estão correndo para esses títulos, conhecidos como linkers, com sinais de que a inflação na segunda maior economia da América Latina dá sinais de que chegou ao nível mais baixo depois de ter desacelerado para a mínima em mais de quatro décadas em dezembro.

O custo de vida aumentou a uma taxa anual de 2,48% nos primeiros 15 dias de janeiro e os preços ao consumidor subiram 2,13% no ano passado. Os preços aumentarão a uma taxa de 3,3% até o fim do ano com a desvalorização do peso ajudando a elevar o custo das importações, de acordo com o JPMorgan.

"A negociação não começou muito bem", disse Carlos Carranza, do JPMorgan, que começou a sugerir a seus clientes a compra de títulos atrelados à inflação no dia 9 de setembro.

Essa recomendação voltou a ganhar impulso neste ano, disse ele, e agora "o apetite dos investidores internacionais pelos Udibonos está forte e vai continuar dando apoio aos títulos atrelados à inflação".

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