Futuro de detentores de bonds da Venezuela é incerto

Christine Jenkins e Andrew Rosati

(Bloomberg) - No que diz respeito aos investidores, é possível que a Venezuela pague os bonds pela última vez neste mês.

As notas do país no valor de US$ 1,5 bilhão que vencem no dia 26 de fevereiro subiram para 95 centavos de dólar porque aumenta a confiança em que o governo sem dinheiro pagará completamente a dívida. No entanto, os preços para os bonds que vencem depois dessa data despencaram para apenas 28 centavos de dólar. O próximo vencimento de título denominado em dólar do país será em outubro, quando o Estado produtor de petróleo deverá pagar US$ 1 bilhão.

O aumento da diferença entre os preços dos bonds salienta o temor de que a Venezuela não consiga juntar o dinheiro para continuar pagando as dívidas porque os preços do petróleo estão afundando e o presidente Nicolás Maduro está tendo dificuldades para tirar o país de uma espiral econômica cada vez mais profunda. O Credit Suisse Group disse em um relatório na quarta-feira que a Venezuela parece estar rumo a um calote "desordenado", um dia depois de a Nomura Holdings ter advertido que o país poderia perder acidentalmente os prazos de pagamento dos bonds devido à incapacidade do governo para tomar decisões.

"Embora o mercado ache que o governo separou o dinheiro para pagar os bonds que vencem no dia 26 de fevereiro, o que acontecerá depois disso não é de modo algum garantido e é isso o que se vê refletido no preço", disse Russ Dallen, trader-chefe da Caracas Capital Markets em Miami.

O Ministério das Finanças da Venezuela não respondeu a um pedido de comentário sobre a possibilidade de um calote neste ano.

 

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