Petróleo ficará 'em baixa por mais tempo', diz Morgan Stanley

Serene Cheong

(Bloomberg) - Os preços baixos do petróleo vão continuar por mais tempo do que se esperava, de acordo com o Morgan Stanley, que reduziu suas projeções trimestrais para o petróleo bruto neste ano em até 51 por cento.

O Morgan Stanley agora acredita que o petróleo vai principalmente cair em 2016, em comparação com uma perspectiva anterior de que os preços subiriam a cada trimestre, disseram analistas, inclusive Adam Longson, em um relatório na quinta-feira. Projeta-se que o petróleo tipo Brent ficará em torno de US$ 29 por barril nos três meses até dezembro, em comparação com a estimativa de US$ 59 no relatório do dia 18 de janeiro.

"A demanda mais fraca que a prevista, a oferta maior que a estimada e o aumento dos estoques e dos incentivos de cobertura contribuíram para adiar o reequilíbrio e a desacelerar o aumento dos preços imediatamente a partir de agora", escreveu Longson no relatório do dia 4 de fevereiro.

A Venezuela disse que cinco outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo se juntarão à Rússia e a Omã, produtores de fora da Opep, se uma reunião extraordinária for convocada. Estão aumentando os pedidos para que produtores do mundo inteiro tomem medidas a fim de conter a queda dos preços do petróleo, que despencaram no mês passado para o patamar mais baixo em mais uma década. A Opep abandonou seu teto de produção em dezembro e com a Rússia bombeando uma quantidade recorde o excedente mundial está aumentando e os estoques nos EUA estão no nível mais alto desde 1930 porque os campos de xisto do país continuam produzindo.

Morgan Stanley espera que o Brent fique a uma média de US$ 31 por barril nos três primeiros meses deste ano e a US$ 30 no segundo e terceiro trimestres. Os valores se comparam com as metas anteriores, de US$ 42, US$ 45 e US$ 48, respectivamente. O contrato para liquidação em abril aumentou 32 centavos de dólar, ou 0,9 por cento, para US$ 35,36 por barril, às 14h10, horário de Cingapura.

"O crescimento da demanda desacelerou e até a gasolina e o consumo mundial estão dando sinais de desaceleração", disse Longson. "A oferta mundial continua resiliente e cresce em 2016 devido a incentivos aos produtores, à conclusão de projetos com um período de latência maior e ao retorno do volume adicional do Irã".

 

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