Cinco coisas que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

(Bloomberg) - Queda das ações, queda do petróleo e fuga para segurança nos t´tulos. Eis alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados hoje.

Ações em queda

As ações na Europa caíram nesta manhã para o patamar mais baixo desde 2014. O Stoxx 600 registrava uma queda de 2,2% às 10h55, horário de Londres, e caminhava para o sexto dia de declínios.

O MSCI Emerging Markets Index caiu 0,5% durante a noite na Ásia em meio a poucas operações devido ao início do feriado lunar chinês e os mercados da Coreia do Sul e de Taiwan são alguns dos que estão fechados. Os futuros dos EUA apontam para uma abertura mais baixa.

Petróleo enfraquecido

O West Texas Intermediate para entrega em março registrava uma queda de US$ 0,74, para US$ 30,15 por barril, às 11h05, horário de Londres, embora tivesse chegado a US$ 31,34.

A queda do petróleo ocorreu depois que o CEO da maior casa de comércio independente de petróleo, a Vitol Group, disse que ele estima que os preços continuarão baixos durante uma década.

Apesar da volatilidade recente, uma quantidade recorde de investidores está se acumulando no mercado petroleiro e o total de apostas no preço do petróleo bruto subiu ao máximo desde que a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities começou a acompanhar essa informação, em 2006.

Refúgio

A dívida soberana alemã está subindo de novo nesta manhã porque os investidores querem segurança. O rendimento da nota com vencimento em dois anos caiu para -0,517, uma mínima recorde.

Os diferenciais entre a dívida da Alemanha e a dos países periféricos da zona do euro aumentaram: o rendimento dos títulos portugueses com vencimento em 10 anos deu um salto de 13 pontos-base para 3,23%, valor mais alto desde junho.

Os títulos do Tesouro dos EUA subiram e essa dívida continua tendo neste ano um desempenho melhor que outros ativos importantes, apesar da resistência de alguns dos maiores pessimistas do mercado de títulos dos EUA.

Dados do Ministério das Finanças japonês mostraram que os investidores nesse país compraram 13,85 trilhões de ienes (US$ 118,2 bilhões) líquidos em dívida dos EUA em 2015, uma quantidade recorde.

Fed com juros negativos?

Se a economia dos EUA se enfraquecer demais, talvez o Fed empurre as taxas de juros para menos de zero, de acordo com o Bank of America e o JPMorgan Chase.

As opções em contratos futuros em eurodólar para dezembro de 2017 implicam 13% de chances de que as taxas de juros estejam negativas por volta do fim do próximo ano.

Como os bancos centrais do Japão, da zona do euro, da Suécia, da Suíça e da Dinamarca mostraram que as taxas negativas não são extremamente perturbadoras, o Fed terá menos motivos de preocupação, de acordo com Michael Feroli, economista-chefe do JPMorgan para os EUA, em Nova York.

A presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, fará seu discurso semestral no Congresso dos EUA na quarta-feira e os investidores estarão atentos a qualquer pista sobre o rumo das taxas de juros do Fed.

Rublo hackeado

Os investigadores responsabilizaram hackers por uma movimentação repentina de 15% no câmbio entre o rublo e o dólar em fevereiro de 2015.

Essa volatilidade, que durou 14 minutos e fez com que a taxa de câmbio oscilasse entre 55 e 66 rublos por dólar, foi desencadeada por hackers que implementaram um vírus conhecido como Corkow Trojan para infectar o Energobank, com sede em Cazã, e colocar mais de US$ 500 milhões em pedidos a taxas alheias ao mercado, disse a empresa de cibersegurança, com sede em Moscou, que foi contratada para investigar o ataque.

 

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