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TIM deve demitir 1.000 no Brasil até o fim de março, dizem fontes

Daniele Lepido

(Bloomberg) -- A Tim Participações pretende eliminar cerca de 8% de sua força de trabalho da unidade brasileira, em um primeiro passo para reduzir custos e melhorar a eficiência, de acordo com duas pessoas familiarizadas com o assunto.

A redução de pessoal na TIM envolveria cerca de 1.000 trabalhadores de tempo integral, disseram as pessoas, que pediram para não ser identificadas porque a informação não é pública. Os cortes devem ocorrer até o final de março, disse uma das pessoas.

A Telecom Italia pretende anunciar os detalhes das reduções de custos aos sindicatos até 16 de fevereiro.

O plano também inclui a criação de uma unidade de negócios para 180 lojas da TIM, que empregam cerca de 2.000, disse a fonte.

A reorganização da unidade brasileira será discutida pelo conselho da Telecom Italia em 15 de fevereiro, quando a empresa também analisará os dados financeiros de 2015 e o novo plano de negócios, disseram as pessoas.

A TIM também está avaliando a terceirização parcial de seus call centers, que empregam 5.000 trabalhadores, disseram as pessoas.

Um porta-voz da Telecom Italia se recusou a comentar. Em nota, a TIM confirmou que há um plano para redução de custos, mas disse que não divulgou "qualquer número referente a ajustes no quadro de pessoal". 

Leia a íntegra da nota enviada pela companhia: "A TIM Brasil lidera desde o segundo semestre de 2015 um plano de eficiência que abrange todas as áreas da companhia, com revisão ampla de processos e atividades. O plano tem como meta a redução dos custos recorrentes de R$ 1 bilhão até o segundo semestre de 2017, e está sendo realizado com grande disciplina com o objetivo de gerar perspectivas sempre melhores para as operações e para a capacidade de investimento da companhia. A operadora não divulgou qualquer número referente a ajustes no quadro de pessoal. O Grupo TIM apresentará em Londres no dia 16 de fevereiro as linhas do plano estratégico 2016-2018."

A TIM tem cerca de 13 mil trabalhadores no Brasil, incluindo a equipe de call center. A empresa registrou no ano passado vendas de R$ 17,1 bilhões (US$ 4,4 bilhões).

Em outubro, a LetterOne, empresa de investimentos de Mikhail Fridman, concordou em iniciar negociações com a Oi para injetar até US$ 4 bilhões na empresa para ajudar em uma fusão com a TIM.

A empresa resultante de uma fusão de TIM e Oi teria uma participação de mercado de cerca de 44% no Brasil, de acordo com dados da Anatel. Os concorrentes incluem a Telefônica e a Claro.

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