Cinco coisas que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly e Joe Weisenthal

(Bloomberg) - As bolsas chinesas despencaram, os mercados emergentes conquistaram fãs e cresce o nervosismo com a política dos EUA. Eis alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados nesta manhã.

Bolsas chinesas em queda

O Shanghai Composite Index despencou 6,4 por cento ontem à noite porque as taxas do mercado monetário dispararam, o que gerou preocupação com a liquidez. A queda forte teve base ampla, com setenta ações em baixa por cada uma em alta. O índice ChiNext, de ações de empresas de valor de mercado pequeno, caiu 7,7 por cento. Até às 6h09, horário de Nova York, a queda forte tinha apenas um impacto limitado nas ações europeias e americanas. Os futuros dos EUA estão basicamente estáveis, e a Europa está registrando ganhos amplos. O FTSE 100 do Reino Unido subia 2 por cento.

Mercados emergentes

Há sinais de que a confiança nos oprimidos mercados emergentes poderia estar mudando. Um assessor da Pimco diz que as ações dos mercados emergentes poderiam ser a "operação da década" e uma "oportunidade maravilhosa". O autor do argumento, Christopher Brightman, aponta que a razão P/L de Shiller (uma medida que analisa os lucros ajustados ciclicamente durante os últimos dez anos) agora está abaixo de dez pontos tendo como referência o MSCI e que isso só aconteceu seis vezes nos últimos 25 anos. Em cada uma dessas oportunidades, houve grandes ganhos nos períodos posteriores. Enquanto isso, certos países dos mercados emergentes continuam enfrentando desafios. A nota de crédito do Brasil foi rebaixada para junk ontem pela Moody's devido à deterioração das métricas do crédito e o rand sul-africano tem enfraquecido nesta semana apesar dos esforços para reduzir os empréstimos do governo.

Dados sobre os EUA

Talvez o estado da economia americana fique um pouco mais claro hoje com a publicação de uma série de dados econômicos. O número de pedidos iniciais de subsídios por desemprego - que se manteve bastante baixo durante a recente volatilidade nos mercados - será publicado às 8h30, horário de Nova York. Os economistas projetam que o número aumentará um pouco, de 262.000 na semana passada para 270.000. Mesmo assim, essa leitura seria muito forte. Também às 8h30, será publicada a leitura de Bens Duráveis relativa a janeiro. Mais tarde serão publicados o FHFA House Price Index, o Bloomberg Consumer Comfort Index e o relatório Kansas City Manufacturing Activity.

Recuperação do petróleo

O petróleo despencou nesta manhã por causa dos dados sobre estoques nos EUA, que mostram que eles continuam nos níveis mais altos em oito anos. Mas, desde então, o preço do petróleo bruto West Texas Intermediate tem eliminado grande parte dessas perdas iniciais e caía menos de 0,1 por cento às 6h27, horário de Nova York.

Risco político nos EUA

Lentamente, cada vez mais pessoas começam a perceber que Donald Trump poderia ser o próximo presidente dos EUA. David Rubenstein, do Carlyle Group, diz que as dúvidas em torno da eleição dos EUA se transformaram no principal assunto de conversa entre os investidores. Até o momento, os traders não têm muita ideia sobre o que uma presidência de Trump - com sua mistura de políticas protecionistas e medidas contra empresas específicas (como a Apple) - significaria para os mercados.

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