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Marchionne tem motivo de US$ 232 mi para pressionar a Fiat

Tommaso Ebhardt e Tom Metcalf

(Bloomberg) - Sergio Marchionne, o CEO da Fiat-Chrysler Automobiles, investe naquilo que lhe dá de comer.

O gerente franco, que transformou o conglomerado que antigamente era italiano e passava por dificuldades em um trio de empresas que valem cerca de US$ 24 bilhões, tem boa parte de sua riqueza pessoal atrelada a ações da Fiat e de suas antigas unidades CNH Industrial e Ferrari, em que atua como presidente.

O total de seus ativos divulgados publicamente é de US$ 232 milhões de acordo com preços de fechamento de quinta-feira, o que mostra que ele investe mais em seus empregadores do que outros diretores do setor automotivo.

Carlos Ghosn, diretor executivo da Nissan Motor e da Renault, tem ações das fabricantes de automóveis no valor de cerca de US$ 49 milhões, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Mark Fields, diretor executivo da Ford Motor, tem ações da empresa no valor de cerca de US$ 12 milhões, e Mary Barra, da General Motors, possui cerca de US$ 3,2 milhões na fabricante de Detroit.

Embora sua fortuna tenha diminuído quase US$ 50 milhões neste ano, porque as ações da Fiat e da Ferrari caíram em meio a dúvidas sobre a estratégia dele, Marchionne, 63, não tem planos para se aposentar antes do final de 2018.

Isso lhe dá tempo para mostrar que as empresas estão no caminho certo. Seu maior desafio será conseguir seu objetivo de transformar a dívida industrial líquida da Fiat, de 5 bilhões de euros (US$ 5,5 bilhões), em uma pilha de dinheiro em caixa de pelo menos 4 bilhões de euros.

Ele vai defender isso no Salão Internacional do Automóvel de Genebra, na próxima semana, quando a Fiat apresentará novos modelos, como o SUV Maserati Levante, uma versão atualizada do hatchback Alfa Romeo Giulietta e a linha completa do sedã Giulia, bem como dois novos modelos da Fiat.

Marchionne acumulou suas participações através de planos de opção de ações e bonificações da fabricante italiana. Ele atualmente possui 14,6 milhões de ações da Fiat, seu maior ativo. Também é um dos 10 principais investidores da Ferrari graças a 1,46 milhão de ações que ele recebeu como parte da divisão da fabricante de supercarros no início de 2016.

No início deste mês, ele foi premiado com 750 mil ações da CNH, fabricante de caminhões e tratores. Vai receber um adicional de 1,5 milhão de ações da CNH no final de 2018 como parte do plano de compensação da empresa.

Em suas quatro décadas de carreira, Marchionne acumulou uma fortuna avaliada em mais de US$ 270 milhões, de acordo com o Bloomberg Billionaires Index, que inclui um pagamento especial em dinheiro de US$ 35 milhões no ano passado como compensação pela fusão entre a Fiat e a Chrysler.

Ele também vai receber um pagamento de US$ 12 milhões quando se aposentar e tem direito a 4,32 milhões de ações da Fiat Chrysler se a montadora cumprir as metas em 2018.

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