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Cinco coisas que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly e Tracy Alloway

02/03/2016 10h30

(Bloomberg) - O rali mundial das bolsas está desaparecendo, Trump e Clinton triunfaram e o BCE deu algumas pistas. Eis alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados nesta manhã.

Bolsas

As bolsas dos EUA encerraram a sessão de ontem no valor mais alto em sete semanas e essa sensação otimista se transmitiu para a Ásia, onde o Shanghai Composite Index fechou com uma alta de 4,3 por cento, o maior rali desde novembro. O aumento na China ocorreu apesar de a agência de classificação de risco Moody's Investors Service ter rebaixado para negativa sua perspectiva para a nota de crédito do país. As bolsas europeias começaram a sessão desta manhã com força, mas têm cedido grande parte desses ganhos e registravam uma alta de 0,3 por cento às 10h57, horário de Londres. Os futuros do S&P 500 recuavam 0,3 por cento.

A 'Super Terça-Feira' de Trump e Clinton

Donald Trump dominou o campo republicano na votação da Super Terça-Feira. Trump venceu em sete estados, o senador Ted Cruz, do Texas, ganhou em três e Marco Rubio, senador da Flórida, registrou a primeira vitória de sua campanha em Minnesota. Como Trump está ampliando a liderança sobre os rivais, a agência de apostas Paddy Power Betfair anunciou que ia pagar pelas apostas de que ele vai garantir a nomeação. Hillary Clinton também venceu em sete estados e endireitou sua campanha para a nomeação democrata após os sustos iniciais com Bernie Sanders.

Pistas do BCE

Nesta manhã, Benoît Coeuré, membro da Comissão Executiva do Banco Central Europeu, disse que o banco está "estudando cuidadosamente os esquemas utilizados em outras jurisdições" para mitigar as consequências adversas das taxas de juros negativas para os bancos, o que está sendo interpretado como um forte sinal de que o BCE realizará reduções mais profundas das taxas de juros na reunião em março. Em uma carta publicada ontem no site do banco central, o presidente Mario Draghi destacou os riscos de queda enfrentados pela economia e disse que "não há limites no que tange a quão longe estamos dispostos a ir na utilização de nossos instrumentos dentro de nosso mandato". O euro não apresentava mudanças e estava cotado a US$1,0858 às 11h30, horário de Londres.

Investidores chineses voltam aos imóveis

Talvez cansados da volatilidade nas ações, os investidores na China voltaram a investir em imóveis, e os preços em algumas cidades chegaram a disparar 50 por cento nos últimos doze meses. As mudanças recentes na política do Banco Popular da China e a expansão do sistema bancário paralelo aumentarão a disponibilidade de crédito, o que poderia alimentar ainda mais a especulação imobiliária.

O problema do petróleo

Mesmo se os países-membros da Opep vencerem a batalha contra o xisto dos EUA pela participação no mercado, eles terão que superar outro problema grande antes de esperar um aumento significativo dos preços - os estoques atuais de petróleo. A Agência Internacional de Energia projeta que os estoques continuarão subindo até o final de 2017 e depois demorariam anos para baixar. A crise dos preços do petróleo não está prejudicando só os produtores de xisto dos EUA. O CEO do National Bank of Abu Dhabi, Alex Thursby, disse aos jornalistas que eles estão enfrentando uma escassez de dólares por causa do esgotamento da receita obtida com o petróleo.