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Cinco coisas que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

04/03/2016 10h34

(Bloomberg) - Todas as atenções estarão voltadas para as folhas de pagamento dos EUA. Eis alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados nesta manhã.

Dados sobre emprego

A mediana das estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg é que a economia dos EUA tenha adicionado 195.000 empregos em fevereiro e que a taxa de desemprego se mantenha estável em 4,9 por cento. O Departamento de Trabalho publicará os dados às 8h30, horário de Nova York, e antecipa-se que os investidores ficarão de olho nos salários, que registraram a maior alta em um ano em janeiro. Os títulos do Tesouro dos EUA e os futuros do mercado acionário do país não apresentavam grandes mudanças às 11 horas, horário de Londres.

Intervenção da China

A China interveio para apoiar seu mercado acionário antes do Congresso Nacional do Povo neste final de semana. O Shanghai Composite Index fechou com uma alta de 0,5 por cento depois de ter caído até 1,8 por cento, segundo fontes do setor. Projeta-se que o espetáculo parlamentar anual, que começa amanhã, se concentrará neste ano em questões militares e econômicas.

Demissões em divisões de renda fixa

O Goldman Sachs Group planeja eliminar mais de 5 por cento dos empregos de traders e vendedores de renda fixa (ajustes mais profundos que os vistos normalmente na demissão anual dos funcionários com os piores desempenhos da empresa), e o Bank of America pretende demitir uns 150 funcionários do trading e do investment banking na semana que vem. As demissões ocorrem em um contexto de volatilidade nos mercados que está levando clientes a se retirarem e corporações a se absterem de vender determinados tipos de títulos, o que aumenta a pressão sobre os bancos de investimento depois do ano passado, que foi o pior ano para o trading de renda fixa desde 2008.

Polícia brasileira faz buscas na casa de Lula

O escândalo da Lava Jato no Brasil continua chacoalhando a comunidade política do país. Nesta manhã, uma nova fase foi deflagrada por uma operação da polícia na casa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação intensificou a pressão sobre a presidente Dilma Rousseff, que já enfrenta a ameaça do impeachment. Ontem, o país anunciou que o PIB se contraiu 1,4 por cento no quarto trimestre. Apesar de tudo isso, as ações brasileiras conseguiram entrar em um bull market.

Debate do Partido Republicano

Talvez os republicanos que se opõem à nomeação de Donald Trump tenham mudado de tática para deter o favorito. Em vez de pará-lo nas pesquisas de opinião, parece que a ideia agora é manter o maior número possível de candidatos na disputa para evitar que Trump consiga os 1.237 delegados necessários e forçar a convocatória de uma convenção republicana negociada. Contudo, no debate de ontem à noite, que por momentos correu o risco de se tornar burlesco, os outros candidatos concordaram em apoiar Trump caso ele se torne o candidato.