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Cinco coisas que vão dar o que falar hoje

Tracy Alloway

07/03/2016 10h34

(Bloomberg) -- Um momento importante para a China, Super Mario Draghi e debate ontem à noite. Eis alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados nesta manhã.

Estabilização das reservas cambiais da China

As reservas de moeda estrangeira da China caíram a um ritmo mais lento no mês passado, já que os mercados financeiros do país se estabilizaram e os responsáveis pela política econômica tomaram mais medidas para fortalecer o crescimento. O maior tesouro monetário do mundo perdeu US$ 28,6 bilhões e ficou em US$ 3,2 trilhões em fevereiro, o menor declínio desde junho, inferior à queda de US$ 40,9 bilhões antecipada pelos economistas consultados pela Bloomberg. Enquanto isso, os pesquisadores do Banco de Compensações Internacionais descobriram em um artigo que os recentes fluxos de saída da China provavelmente são o resultado do pagamento de dívidas em dólares por parte de corporações chinesas, não de uma fuga de capital.

Todas as atenções voltadas para Mario Draghi

O Banco Central Europeu se reunirá nesta semana, e a grande maioria espera que daí surjam mais medidas de estímulo. As principais perguntas são qual será o tamanho e qual será o formato do estímulo. Em uma pesquisa da Bloomberg, os economistas são quase unânimes em prever que serão tomadas medidas. Os resultados da pesquisa insinuam o que as autoridades monetárias poderiam ter que fazer se quiserem evitar uma reprise do ocorrido em dezembro, quando um ajuste do estímulo não conseguiu impressionar os investidores e desencadeou uma queda forte no mercado. Apenas três meses depois, com os preços ao consumidor de novo em queda e uma piora da perspectiva, a credibilidade do banco central enfrenta uma prova crucial. O diretor global de pesquisa sobre renda fixa do HSBC, Steven Major, adverte que os mercados não devem subestimar o presidente do BCE, em meio a um debate pelo futuro de mais de US$ 2,5 trilhões em dívida de governos da zona do euro com yields negativos.

Impostos chineses

A China está planejando reformar seu sistema tributário na tentativa de impulsionar a demanda dos consumidores, considerada um elo fraco na economia. O ministro das Finanças, Lou Jiewei, diz que o governo pretende criar mais deduções do imposto de renda para ajudar as famílias com coisas como gastos em educação, a criação de filhos e os juros de hipotecas. Enquanto isso, o minério de ferro está subindo rapidamente graças aos planos gerais da China de continuar estimulando a economia.

Uma manhã ambígua nos mercados

As ações na Europa caíram, o dólar e os bonds alemães subiram, e os investidores avaliaram o impacto dos planos de crescimento da China e a possibilidade de que o Banco Central Europeu tome medidas de estímulo nesta semana. O Stoxx 600 recuava 0,80 por cento às 6h07 em Nova York, ao passo que o Shanghai Composite Index subia 0,81 por cento. Enquanto isso, o petróleo avançou para o patamar mais alto em dois meses e o minério de ferro deu um salto de 19 por cento, para US$ 63,74, o maior ganho da história em um único dia.

Campanha presidencial dos EUA

Hillary Clinton refletiu parte da indignação de Bernie Sanders no debate do Partido Democrata de ontem à noite. A pré-candidata somou-se ao coro que pede a renúncia do governador de Michigan por causa da crise da água em Flint. Ambos os candidatos criticaram o setor de fracking dos EUA, mas discutiram pelos acordos comerciais dos EUA e pelo resgate do setor automotivo. Clinton disse que o setor automotivo americano teria colapsado se Sanders tivesse conseguido impedir o resgate.