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Alta de preços leva jovens a comprar residências longe dos centros urbanos nos EUA

Prashant Gopal

09/03/2016 20h21

(Bloomberg) - As cidades grandes podem ser a escolha preferida de jovens que alugam apartamentos, mas quem compra está indo para mais longe, onde existem quintais e os preços das residências são mais baixos.

A parcela de pessoas com 35 anos ou menos que compram residências em áreas urbanas diminuiu de 21 por cento em 2014 para 17 por cento, de acordo com estudo divulgado na quarta-feira pela Associação Nacional de Corretores.

Muitos jovens dizem preferir a vida urbana, mas a alta de preços nas regiões centrais é uma barreira à aquisição da casa própria, disse Lawrence Yun, economista-chefe da associação. Pessoas abastadas e sem dependentes e investidores estrangeiros alimentam a concorrência por um número cada vez menor de imóveis à venda, ao passo que as incorporadoras seguem focadas na construção de edifícios de alto padrão. Além disso, jovens com filhos querem comprar casas em locais com boas escolas e espaço para as crianças brincarem, disse ele.

"A história sobre jovens que querem viver em cidades com energia e acesso a tudo a pé ainda é verdadeira no caso de quem aluga", disse Yun em entrevista por telefone. "Mas quando eles passam para o estágio da compra, vemos um movimento mais tradicional, longe dos centros urbanos."

Maior segmento

Pessoas na casa dos 20 a 30 e poucos anos ? que já formam o maior segmento do mercado residencial dos EUA ? estão cada vez mais interessadas na compra da casa própria, diante da expansão da oferta de empregos e do aumento dos aluguéis.

O grupo representava 35 por cento dos compradores no estudo Tendências de Geração na Compra e Venda de Casas da associação de 2016, comparado a 32 por cento um ano antes. A renda anual mediana dos jovens compradores de imóveis apurada na última pesquisa foi US$ 77.400, enquanto a residência típica que adquiriram tinha 160 metros quadrados e custava US$ 187.400.

A compra de residências por jovens tende a aumentar gradualmente, à medida que esse grupo supera obstáculos como o pagamento do financiamento estudantil, falta de dinheiro para dar entrada no imóvel e a chegada dos filhos, que estão vindo mais tarde do que para gerações anteriores.

O percentual da população que tem casa própria nos EUA subiu no segundo semestre de 2015, após atingir o menor nível desde a década de 1960. O valor recorde no aluguel de apartamentos no quarto trimestre, de acordo com a Reis Inc., também leva os jovens a procurar lugares para compra em vez de locação.

O relatório se baseou nas respostas de 6.406 pessoas que compraram um imóvel pela primeira vez e realizaram as aquisições entre julho de 2014 e junho de 2015.

Título em inglês: Millennial Homebuyers Choose Suburbs as Urban U.S. Prices Climb

Para entrar em contato com o repórter: Prashant Gopal, em Boston, pgopal2@bloomberg.net