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Ações de bancos de emergentes oferecem oportunidade, diz Kooyman

Neo Khanyile

16/03/2016 13h29

(Bloomberg) -- Os investidores podem encontrar um melhor valor entre bancos e seguradoras dos mercados emergentes, que estão conseguindo taxas de crescimento até 20 vezes mais rápidas do que seus pares dos países desenvolvidos, segundo uma gestora de recursos formada pela quarta maior investidora da África do Sul.

Os bancos europeus estão mostrando crescimento de 1% a 3% nos empréstimos e nos lucros, e os bancos dos EUA deverão crescer 3% a 5%, disse Kokkie Kooyman, que ajuda a gerenciar cerca de US$ 1 bilhão na Denker Capital, empresa com sede na Cidade do Cabo.

Há um contraste em relação aos mercados emergentes, onde as empresas financeiras estão conseguindo expansões de 15% a 20%, disse ele.

Os bancos da Indonésia, do Peru, da Geórgia, da Romênia, da República Checa e da Índia estão entre aqueles de mercados que têm seguido "políticas favoráveis ao capital, portanto geradoras de empregos", disse Kooyman, por email, em resposta a perguntas.

Kooyman está ampliando os ativos no Credicorp, do Peru, no Yes Bank, da Índia, e no Tinkoff Credit Systems Bank. O Bank of Georgia e o TBC Bank também estão entre seus ativos.

Evidências reunidas durante visitas da Denker Capital às empresas mostraram que em uma perspectiva de dois a cinco anos, os bancos dos mercados emergentes terão um desempenho superior ao das instituições dos mercados desenvolvidos, disse Kooyman, que foi nomeado gerente de fundo do ano quatro vezes pela publicação britânica Investment Week.

A Denker Capital foi formada em agosto quando a SIM Global e a SIM Unconstrained Capital Partners, duas unidades da Sanlam, se combinaram para criar uma empresa independente. A Sanlam, que é a quarta maior provedora sul-africana de seguros de vida, possui 49% e gerencia 42% da empresa.

Embora os bancos de países emergentes exportadores de commodities, como Brasil, Rússia, África do Sul, Nigéria e outros países africanos, estejam subavaliados de forma geral, o risco de resultados negativos oriundos de recessão e fragilidade cambial é alto. "Esses países, de forma geral, também têm fama de má gestão fiscal", disse Kooyman.

'Enorme alta'

Kooyman está vendendo ativos em bancos brasileiros após "uma enorme alta nas últimas quatro semanas" porque os investidores estão apostando em uma mudança de governo.

Ele considera que os bancos sul-africanos estão bastante caros, "especialmente levando em conta a alta possibilidade de que tenhamos uma recessão com aumento do desemprego".

A Sanlam Investment Managers ficou em quarto lugar entre as gestoras de recursos sul-africanas, na medição por ativos sob gestão, atrás das empresas Coronation Fund Managers, Old Mutual e Investec Asset Management, disse a empresa de serviços financeiros Alexander Forbes, no dia 3 de março.