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Cinco coisas que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

22/03/2016 09h18

(Bloomberg) - Atentados em Bruxelas. Eis alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados hoje.

Atentados

Duas explosões ocorreram no terminal de embarque do aeroporto de Bruxelas nesta manhã às 8h, horário local, e pelo menos mais uma na rede de metrô da cidade uma hora mais tarde. As explosões provocaram mortos e feridos.

Os voos saindo e chegando ao aeroporto foram cancelados pelo resto do dia e as redes de metrô e ônibus da cidade foram fechadas. Cobertura completa dos últimos acontecimentos desta história no nosso site e ao vivo na Bloomberg TV.

Reação dos mercados

A reação inicial dos mercados foi um deslocamento dos investidores para os chamados ativos seguros. Os bonds alemães e os títulos do Tesouro dos EUA avançaram.

As ações de hotéis e empresas aéreas recuaram nos mercados europeus, com quedas superiores a 4% da EasyJet, Air France-KLM Group e Ryanair Holdings. O índice Stoxx Europe 600 caía 0,7% às 9h35, horário de Londres. O iene se fortaleceu e o ouro subiu. Os futuros do S&P 500 recuaram 0,2%.

Forte queda da libra esterlina

A libra esterlina sofreu o maior impacto no mercado cambial imediatamente após o atentado em Bruxelas em meio à especulação de que a tragédia reforçará os argumentos dos que fazem campanha para que o Reino Unido abandone a União Europeia.

A moeda caía 0,6%, para US$ 1,4282, às 9h20, horário de Londres, e também se enfraquecia frente ao euro. Apenas três meses antes do plebiscito sobre a permanência na UE, a Moody's Investors Service advertiu que uma votação a favor de sair provocaria uma desaceleração da economia e rebaixamentos da nota de crédito.

Lançamento do iPhone, audiência suspensa

A Apple apresentou um novo iPhone, menor, em um evento ontem na sede da empresa em Cupertino, Califórnia. O novo celular é considerado uma tentativa da empresa de expandir a participação nos mercados de alto crescimento da China e da Índia.

A audiência do tribunal marcada para hoje sobre a ordem de um juiz de primeira instância, que obrigou a Apple a ajudar o FBI a contornar a segurança no iPhone de um terrorista, foi cancelada a pedido do Departamento de Justiça depois que o governo disse que queria testar um possível método para acessar os dados do celular sem a ajuda da empresa.

As ações da Apple fecharam o pregão de ontem inalteradas.

O drama da Valeant

As ações da Valeant Pharmaceuticals International fecharam com uma alta de 7,5% ontem depois que a empresa anunciou que o CEO Mike Pearson se demitirá e que Bill Ackman se unirá ao conselho.

Como as ações da empresa caíram mais de 70% neste ano, Ackman se dirigiu aos funcionários para tranquilizá-los em relação ao futuro da companhia.