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Mundo gasta mais com armas pela 1ª vez após saída EUA do Iraque

Benjamin Katz

(Bloomberg) -- O gasto militar global começou a subir em termos reais pela primeira vez desde que os EUA iniciaram a retirada de tropas das guerras do Iraque e do Afeganistão, segundo o Instituto de Pesquisa pela Paz Internacional de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês).

Os orçamentos de defesa subiram 1 por cento em 2015, para US$ 1,68 trilhão, e respondem por cerca de 2,3 por cento do produto interno bruto mundial, disse o Sipri em um relatório nesta terça-feira. Embora os EUA tenham registrado o maior gasto, US$ 596 bilhões, o montante foi 2,4 por cento menor na comparação com 2014, enquanto o investimento da China aumentou em 7,4 por cento, para US$ 215 bilhões.

O temor em relação a um possível avanço da Rússia para o território da Organização do Tratado do Atlântico Norte após a invasão da Crimeia e hostilidades no leste da Ucrânia levaram a um aumento dos gastos no Leste Europeu, enquanto as ambições chinesas no Mar da China Meridional impulsionaram compras de armas entre os países do Sudeste Asiático.

Os orçamentos de defesa têm estado sob pressão desde a crise financeira, sendo que alguns dos países que mais investiam em armas no mundo, como Reino Unido, França e Alemanha, recuaram em meio a programas de austeridade. Após os ataques terroristas de Paris, em novembro, e a expansão das campanhas contra o Estado Islâmico, esses países planejam "pequenos aumentos" em 2016, disse Sam Perlo-Freeman, autor do relatório.

A Rússia, onde a queda das receitas com o petróleo tem pesado sobre a economia, caiu para a quarta posição no ranking global, e a Arábia Saudita ficou em terceiro lugar. O país do Oriente Médio, outro prejudicado pelo preço mais baixo do petróleo, também teria cortado os gastos não fosse pelo custo de US$ 5,3 bilhões de sua campanha militar no Iêmen.

O orçamento de defesa da Rússia deverá ter uma ligeira queda em termos nominais e um declínio real de 8 por cento, disse Perlo-Freeman, enquanto a Arábia Saudita planeja um "grande corte", mas com uma reserva orçamentária significativa.

A Índia, cortejada neste ano por empreiteiras como BAE Systems, Boeing, Lockheed Martin e Saab, teve o sexto maior orçamento de defesa em 2015, após o Reino Unido, que ficou em quinto. Analistas da IHS Jane's projetam que o país avançará para o quarto lugar em 2017, com um aumento de 13,1 por cento e gasto total de US$ 50,7 bilhões.

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