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Principais investidores veem piso do petróleo a US$ 50 em 2017

Andy Hoffman e Isis Almeida

(Bloomberg) -- Os principais executivos das maiores empresas de negociação de petróleo do mundo acham que a pior fase de problemas nesse mercado provavelmente já passou. Alguns esperam que o barril chegue a US$ 50 no ano que vem.

"A queda do mercado ficou para trás", disse Torbjorn Tornqvist, CEO da Gunvor Group, na terça-feira durante a Cúpula FT Global Commodities em Lausanne. "É o começo do fim disso, com certeza."

O petróleo se recuperou após cair para o menor patamar em 12 anos, com sinais de que o excesso de oferta global vai diminuir com a queda da produção dos EUA.

Os maiores investidores de petróleo do mundo se encontraram na Suíça antes da reunião de integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e outros grandes produtores em Doha, em 17 de abril, para discutir o congelamento da produção. Os investidores se beneficiaram da disparada da volatilidade no ano passado, que deve continuar, segundo Tornqvist.

"Vamos ter muita volatilidade adiante", disse Tornqvist. "Daqui para frente, a tendência é de alta."

Um "reequilíbrio" entre oferta e demanda global de petróleo pode ocorrer até o final do terceiro trimestre, ao passo que cortes por produtores com dificuldades financeiras reduzem o excesso de oferta no mercado, de acordo com Jeremy Weir, CEO do Trafigura Group.

"Acredito que já vimos o piso, a menos que ocorra alguma situação catastrófica, seja política ou outra", afirmou Weir.

Recuperação de preço

O fato de o barril ter esbarrado em mínimas inferiores a US$ 28 foi positivo, uma vez que os preços a termo caíram mais rápido do que os preços atuais, levando ao cancelamento de grandes projetos de produção, segundo Marco Dunand, CEO do Mercuria Energy Group.

"Antecipamos o início da recuperação do mercado e vemos um preço de US$ 50 no ano que vem", ele disse.

O mercado de petróleo está no início de alta de vários anos, com os preços subindo para US$ 60 no final deste ano e US$ 80 em 2017, disse Pierre Andurand, diretor de investimentos do do hedge fund Andurand Capital Management.

O barril do tipo Brent avançava 1 por cento para US$ 43,27 o barril, nível mais alto em quatro meses, às 14:21 em Londres.

Alex Beard, responsável por petróleo na Glencore, está menos otimista com a recuperação, ressaltando que o mercado global teve mais de 300 milhões de barris de petróleo e derivados armazenados nos últimos 18 meses.

"Tenho esperança de que migraremos para um reequilíbrio, mas não acho que isso ocorrerá especialmente rápido", ele disse. "Ainda temos estoques muito grandes para consumir."

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