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Fitch quer ampliar quadro em Xangai para atender mercado títulos

Bloomberg News

(Bloomberg) -- Kwong Li, que comanda a região Grande China na Fitch Ratings, procura um escritório maior em Xangai. A companhia quer dobrar o número de funcionários no país em três anos, aproveitando o crescimento do mercado de títulos corporativos.

A Fitch pode aumentar o quadro de pessoal na cidade que é o coração financeiro da China e também em Pequim de 31 empregados atualmente para 60 em três anos, afirmou Li durante entrevista em Xangai. A expansão incluiria funcionários para as equipes de pesquisa e desenvolvimento de negócios. O total em circulação de títulos soberanos e corporativos da China mais que quadruplicou nos últimos 10 anos para 36,6 trilhões de yuans (US$ 5,7 trilhões), segundo dados da Chinabond.

"Estamos otimistas com o potencial desenvolvimento do mercado de títulos da China", disse Li. "O banco central quer permitir a participação de mais investidores estrangeiros no mercado de títulos da nação. Os investidores querem maior diversificação e as empresas poderão emitir mais títulos."

O primeiro-ministro Li Keqiang tenta acelerar a expansão do terceiro maior mercado de títulos corporativos do mundo, em um momento em que as empresas chinesas têm dificuldade pra pagar dívidas e o crescimento econômico é o mais lento em um quarto de século. Em fevereiro, o banco central informou que a maior parte dos tipos de instituições financeiras estrangeiras deixará de precisar de cotas para investir no mercado de títulos interbancários, responsável pela maior quantidade de dívidas na nação.

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"Quando mais investidores estrangeiros comprarem títulos no mercado da China, eles poderão exigir mais informações sobre notas e opiniões sobre os emissores das agências internacionais de classificação de risco, para que possam comparar os títulos em que aplicam aqui com os títulos em que aplicam em outros locais", disse Li.

Mais de 60 por cento dos títulos chineses emitidos localmente por empresas de capital aberto e com classificação AAA podem ter risco de calote consistente com o que o modelo quantitativo e independente da Bloomberg considera para empresas sem grau de investimento.

A Fitch também quer expandir o quadro em Hong Kong de aproximadamente 70 pessoas agora para 100 dentro de três anos.

A China anunciou em julho planos para permitir que agências internacionais de classificação de risco publicassem suas notas de crédito para instrumentos financeiros de governos locais.

O aumento dos calotes na China levou investidores a buscar as opiniões de agências globais de classificação, segundo Li. Pelo menos sete empresas deixaram de fazer pagamentos sobre títulos locais neste ano, já alcançando o número de calotes do ano passado todo.

"Praticamente não existiram calotes que tenham gerado perdas para investidores na China", disse Li. "Governos locais e entidades relacionadas ajudaram a salvar as empresas inadimplentes. Mas no longo prazo, veremos calotes que resultarão em perdas."

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