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Apple planeja novos recursos de busca para App Store, dizem fontes

Adam Satariano e Alex Webb

(Bloomberg) -- A Apple montou uma equipe secreta para analisar mudanças na App Store, incluindo uma nova estratégia para cobrar dos desenvolvedores para que tenham seus aplicativos exibidos com maior destaque, segundo pessoas familiarizadas com os planos.

Entre as ideias que estão sendo avaliadas, a Apple considera a dos resultados pagos, um modelo parecido com o do Google no qual as empresas pagariam para ter seu aplicativo exibido no topo dos resultados de busca com base no que um cliente está procurando. Por exemplo, uma desenvolvedora de jogos poderia pagar para ter seu programa mostrado quando alguém procura por "jogo de futebol", "jogo de palavras" ou "blackjack".

Os resultados pagos, que o Google transformou em um negócio de bilhões de dólares, daria à Apple uma nova forma de ganhar dinheiro com a App Store. Os crescentes orçamentos de marketing de desenvolvedoras de aplicativos como a Supercell Oy, produtora de "Clash of Clans", têm sido uma fonte lucrativa de receita para empresas on-line como Facebook e Twitter.

Cerca de 100 funcionários estão trabalhando no projeto, incluindo muitos engenheiros do grupo de publicidade da Apple, o iAd, que está sendo reduzido, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque os planos são privados. A iniciativa está sendo supervisionada pelo vice-presidente da Apple, Todd Teresi, que liderava o iAd.

Se a Apple avançar com a ideia "o impacto será enorme", disse Krishna Subramanian, cofundador da Captiv8, que ajuda as marcas com o marketing nas redes sociais. "Tudo o que se puder fazer para ajudar a melhorar a percepção de uma marca e conseguir downloads orgânicos é fundamental".

Além dos resultados pagos, a equipe está tentando melhorar a forma como os clientes navegam pela App Store. A equipe do novo mecanismo de busca não tem trabalhado muito e ainda não se sabe quando será introduzida alguma nova alteração.

A Apple preferiu não comentar.

A App Store é parte vital dos negócios da empresa com sede em Cupertino, Califórnia. Quanto mais softwares são baixados pelos clientes, maior a probabilidade de eles continuarem comprando os produtos da Apple em vez de optarem por um telefone ou tablet produzido por outro fabricante. O sucesso da loja foi uma das principais razões pelas quais o iPhone e o iPad se tornaram tão populares entre os consumidores e é fundamental para a estratégia do CEO Tim Cook de conseguir mais receitas por meio dos serviços on-line. A Apple atualmente fica com cerca de 30 por cento da venda de cada aplicativo, fatia que compõe os US$ 20 bilhões em receitas com serviços que a empresa gerou no último ano fiscal.

A tentativa de melhorar a busca é um sinal de que a Apple sabe que a navegação da App Store ficou mais difícil para os clientes. Lançada em 2008, a loja atualmente conta com mais de 1,5 milhão de aplicativos e os clientes realizaram mais de 100 bilhões de downloads desde a estreia. As produtoras de aplicativos pedem há anos à fabricante do iPhone a adição de novas ferramentas de descoberta para os usuários, argumentando que a loja, pelo fato de estar lotada, torna cada vez mais difícil a descoberta de novos aplicativos ou a construção de negócios sustentáveis.

A Apple já havia adotado medidas para melhorar o sistema de busca. Em 2012, a Apple adquiriu uma empresa de aplicativos de buscas chamada Chomp para ajudar a resolver o problema. Em dezembro, Cook mudou a liderança da App Store. Ele passou a responsabilidade a Phil Schiller, vice-presidente sênior de marketing mundial da Apple, tirando-a de Eddy Cue, vice-presidente sênior para internet, software e serviços, cujo portfólio se expandiu depois que a Apple construiu novos serviços on-line, como o Apple Pay e o Apple Music.

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