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Investidores mais ricos voltam ao mercado na China

Bloomberg News

(Bloomberg) -- O número de investidores mais ricos que participam do mercado na China aumentou em março com a recuperação das bolsas, enquanto o número de investidores com menos recursos diminuiu.

O número de traders com mais de 10 milhões de yuans (US$ 1,5 milhão) em ações em suas contas aumentou 20 por cento em março, enquanto o total de investidores com menos de 100.000 yuans diminuiu 3,9 por cento, de acordo com a agência de compensação do país. O índice Shanghai Composite disparou 12 por cento no mês passado, o maior avanço desde abril de 2015, diante de sinais de estabilização da economia e da taxa de câmbio.

Embora o aumento seja parcialmente explicado pelo maior valor de mercado dos ativos, Wu Kan, da JK Life Insurance, afirma que evidências da volta dos investidores mais abastados são positivas para o mercado acionário de pior desempenho no mundo. O Shanghai Composite ainda acumula queda de 15 por cento em 2016, comparado a um ganho de 0,7 por cento para o índice MSCI All-Country World.

"O apetite por risco no mercado amplo está se acelerando e os principais participantes do mercado estão voltando", disse Wu, um gestor de fundos da JK Life Insurance, em Xangai.

Aproximadamente 535.000 novos investidores compraram ações chinesas na semana encerrada em 25 de março, o maior número desde meados de junho, quando o índice acionário de referência atingiu o pico, antes de tombar e eliminar US$ 5 trilhões de valor de mercado. Ainda é apenas um terço do recorde de 1,6 milhão de contas abertas na última semana de maio de 2015. Os dados mais recentes mostram 292.600 novos investidores na semana encurtada por um feriado que terminou em 8 de abril.

O número de investidores ricos diminuiu em janeiro e fevereiro, enquanto o número de investidores com menos recursos subiu no mesmo período, de acordo com a agência de custódia e compensação de instrumentos financeiros da China. O Shanghai Composite desabou 24 por cento nesses dois meses. O índice caiu 1,4 por cento na segunda-feira, reduzindo o ganho acumulado em abril para 1 por cento.

O yuan se valorizou 1,6 por cento em relação ao dólar em março, o maior avanço mensal desde 2010, após atingir em janeiro o menor nível em cinco anos. As reservas internacionais da China cresceram no mês passado, assim como a atividade nas fábricas do país.

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