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EUA: Jovens economizam mais que as mães, menos que os homens

Polly Mosendz

(Bloomberg) -- As mulheres americanas vivem mais que os homens, mas poderão ter dificuldades para desfrutar desses anos extras se não começarem a economizar mais dinheiro.

Apenas 54 por cento das mulheres americanas integrantes da geração Y têm poupança para a aposentadoria, contra 67 por cento dos homens, segundo pesquisa realizada no mês passado pela assessoria financeira Harris Poll for Personal Capital.

Definidas pela pesquisa como aquelas com idade entre 18 e 34 anos, as mulheres da geração Y se saem melhor quando comparadas às mulheres americanas como um todo. O Departamento do Trabalho dos EUA apontou que, das 63 milhões de mulheres assalariadas na faixa etária de 21 a 64 anos, apenas 44 por cento possuem plano de previdência, segundo dados publicados em setembro. Ou seja, pelo menos as jovens superaram suas mães.

De uma forma mais ampla, todos os integrantes da geração Y parecem estar se tornando mais responsáveis do ponto de vista fiscal: os resultados da nova pesquisa, realizada com 2.120 adultos americanos (582 deles da geração Y), são significativamente melhores do que os de um estudo do ano passado feito pelo Instituto de Aposentadoria Assegurada (IRI, na sigla em inglês), que descobriu que apenas 29 por cento dos integrantes da geração Y planejaram ativamente sua aposentadoria.

A geração Y "foi bastante afetada pela crise econômica de 2008, por isso está poupando, poupando e poupando", disse Cindy Hounsell, presidente do Instituto Feminino de Aposentadoria Assegurada. "Ver seus pais sem economias ou perderem suas economias fez os jovens quererem economizar mais".

Os homens da geração Y, contudo, são mais propensos que as mulheres a sacar dinheiro antecipadamente para viajar, comprar um barco ou casar, de acordo com a pesquisa. Eles também são mais propensos ao sentimento de "desesperança" quando verificam o saldo da poupança.

Disponibilidade de planos

Embora alguns trabalhadores optem por economizar por conta própria, os planos de previdência continuam sendo a forma mais comum de preparo para a vida pós-trabalho. Para a geração Y, contudo, esses planos não estão tão disponíveis. Um relatório da Pew Charitable Trusts apontou que 63 por cento dos trabalhadores com 45 a 64 anos têm acesso a opções de previdência oferecidas pelo empregador, mas que apenas 47 por cento dos funcionários com 18 a 29 anos, a camada mais nova da geração Y, contam com as mesmas opções.

Quando recebem ofertas de planos de previdência, as mulheres tendem a aproveitar a oportunidade: elas têm probabilidade 14 por cento maior que os homens de aderir voluntariamente, segundo um estudo de outubro de 2015 da gestora de recursos Vanguard. "Quando fazem a adesão, mulheres de todos os níveis de renda economizam a taxas 7 a 16 por cento mais elevadas que seus pares do sexo masculino", concluiu o relatório.

Disparidade tem parcela de culpa

Então, por que as mulheres economizam menos? Provavelmente, um dos fatores que contribuem para isso é a desigualdade salarial, uma vez que uma mulher recebe, na média, 79 centavos para cada dólar recebido por um homem. De acordo com o estudo da Vanguard, o saldo médio de um participante do sexo masculino era US$ 123.262, contra US$ 79.572 para as mulheres, uma enorme diferença de 55 por cento.

"No caso das mulheres, isso tem muito a ver com o salário que elas estão recebendo. Junte-se a isso o fato de as mulheres estarem vivendo mais e o fato de as mulheres muitas vezes deixarem o mercado de trabalho por períodos maiores. É natural que os homens consigam poupar mais", disse Arielle O'Shea, especialista em investimentos da NerdWallet. "Mas as mulheres deveriam estar economizando mais".

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