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Cinco assuntos que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

(Bloomberg) -- O Banco do Japão analisa oferecer empréstimos com juros negativos, nova proposta restringirá as bonificações em Wall Street e o grande volume de dinheiro chinês vai para as commodities. Esses são alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados nesta manhã.

Banco do Japão analisa empréstimos com taxas negativas

Em janeiro, o Banco do Japão reduziu a valores negativos as taxas de depósitos para os bancos na tentativa de incentivar o crédito. Agora, segundo fontes do setor, o BOJ está considerando oferecer empréstimos com taxas negativas aos bancos em mais uma tentativa de incentivar o crédito. A política em discussão não é muito diferente da última operação do Banco Central Europeu, que cobrará juros negativos pelos empréstimos feitos a bancos quando estes alcançarem um nível exigido de crescimento do crédito. As ações em Tóquio tiveram um rali e iene sofreu a maior queda em sete semanas, para 110,43 por dólar, às 5h27, horário de Nova York.

Restrições para bonificações em Wall Street

Novas normas propostas como parte da Lei Dodd-Frank podem significar que os executivos de Wall Street terão que esperar pelo menos quatro anos para receber suas bonificações e poderiam obrigar esses executivos a devolver esse dinheiro se as empresas incorrerem em grandes perdas. O guia da Bloomberg para as novas normas detalha os tipos de empresas afetados pelas restrições propostas e quando é provável que elas entrem em vigor.

O grande volume de dinheiro da China

O rali das ações mundiais têm tido uma ausência notável: os mercados acionários chineses. O índice Shanghai Composite caiu 3,9 por cento nesta semana e teve o pior desempenho entre os 93 indicadores de referência globais acompanhados pela Bloomberg. Há muitas teorias sobre a queda, mas é verdade que ela ocorre no momento em que especuladores chineses vêm passando para um novo mercado: os futuros de commodities. O volume de negócios em produtos que antes não eram atraentes, como os vergalhões, é impressionante. Só ontem, contratos para 223 milhões de toneladas do produto de aço - número equivalente à metade da produção anual da China - mudaram de dono. A movimentação fez com que os preços disparassem e ontem à noite os reguladores intervieram para tentar esfriar o mercado.

Bolsas em queda, títulos para todos os lados

Fora os mercados japoneses, por enquanto as ações globais estão encerrando a semana em queda. O índice MSCI Asia Pacific caiu 0,4 por cento ontem à noite. Na Europa, o índice Stoxx 600 recuava 0,6 por cento às 5h50, horário de Nova York. Os futuros do S&P 500 baixaram 0,1 por cento depois que o índice caiu ontem após a publicação de dados decepcionantes sobre lucros. Os títulos soberanos europeus recuperaram parte das perdas incorridas ontem, já que o Índice Composto de Gerentes de Compras da Markit mostrou que a confiança continua demorando a voltar para a zona do euro. Os títulos do Tesouro dos EUA estão prestes a registrar a segunda queda semanal consecutiva porque as probabilidades de que o Federal Reserve eleve as taxas de juros neste ano aumentam.

Intervenção de Obama sobre o 'Brexit'

Para grande desagrado da campanha a favor de que o Reino Unido abandone a União Europeia, o presidente dos EUA, Barack Obama, interveio no debate sobre o Brexit do país elogiando a UE e o lugar do Reino Unido dentro dessa instituição. A campanha cada vez mais amarga parece estar se inclinando firmemente pela permanência, ao passo que a probabilidade de vitória dos que querem abandonar a UE chegou a cair para 20 por cento. A libra esterlina avançou por sexto dia consecutivo frente ao euro graças à diminuição das preocupações.

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