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Petróleo leva Franklin Templeton a apostar na Colômbia

Andrea Jaramillo e Christine Jenkins

(Bloomberg) -- A Franklin Templeton, que administra um dos maiores fundos de títulos do mundo, entrou na onda do dinheiro estrangeiro que está chegando à Colômbia por causa da recuperação dos preços do petróleo.

O Global Bond Fund, de US$ 51 bilhões, é o principal fundo da gestora de recursos e comprou cerca de US$ 230 milhões em títulos do país andino denominados em pesos colombianos no primeiro trimestre. A empresa não possuía dívidas do tipo desde pelo menos 2011, segundo dados compilados pela agência de notícias Bloomberg.

O ministro das Finanças, Mauricio Cárdenas, disse na semana passada que a maior parte do US$ 1,7 bilhão em investimentos estrangeiros nos mercados financeiros do país feitos nos últimos 60 dias foi para o mercado local de papéis.

Os investidores estão se tornando otimistas em relação à Colômbia porque o petróleo bruto, produto que responde pela maior exportação do país, disparou 70% após ter chegado ao valor mais baixo em 13 anos em fevereiro, e a demanda dos investidores por ativos mais arriscados está crescendo no mundo inteiro.

As notas do país retornaram 21% nos últimos 90 dias - quase o quádruplo da média para os mercados emergentes.

Para a Franklin Templeton, a entrada na Colômbia ocorre depois de a empresa ter aumentado os investimentos em títulos no Brasil e no México para explorar o que diretor de investimentos, Michael Hasenstab, chamou de "uma oportunidade única em uma década nos mercados emergentes".

"Os ganhos do petróleo têm ajudado a Colômbia em termos fiscais", disse Álvaro Vivanco, diretor de estratégia para a América Latina do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, de Nova York. "Fazem parte do rali nos mercados emergentes que começou em fevereiro".

Stacey Coleman, porta-voz da Franklin Templeton, disse que ninguém estava disponível para comentar o investimento do Global Bond Fund na Colômbia. O fundo perdeu 0,7% neste ano.

Em um vídeo publicado na semana passada no canal da Templeton no YouTube, Hasenstab disse que os investidores estão reavaliando suas perspectivas sobre os países em desenvolvimento.

"Nos últimos dois meses, começamos a ver certa estabilidade e certo reconhecimento de que talvez os mercados tenham reagido exageradamente", disse ele. Isto poderia gerar uma "oportunidade possivelmente enorme".

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