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Por que o ouro voltou a ser um bom investimento

Luke Kawa

(Bloomberg) -- Nesta semana, o ouro rompeu a barreira de US$ 1.300 por onça pela primeira vez desde janeiro de 2015.

Por que as pessoas querem ouro?

Normalmente considerado um termômetro do ceticismo em relação ao sistema financeiro moderno, o lingote é muito difícil de avaliar. As emoções -especialmente o medo - tendem a dominar o movimento dos preços, mas as situações de estresse agudo do mercado costumam provocar corridas para o dólar dos EUA, não para o ouro. Em outros casos o valor do ouro parece ser impulsionado exclusivamente por fatores técnicos. Diz-se que a aceleração da inflação é positiva para o metal, porque faz com que os investidores busquem uma reserva de valor, mas os movimentos das taxas de juros reais (que são ajustadas pela inflação) oferecem uma explicação convincente para os giros do metal precioso durante os últimos dez anos.

O fim do boom das commodities e as decisões enérgicas tomadas pelos bancos centrais para conter a volatilidade afetaram o ouro, que continua mais de 30 por cento abaixo do pico registrado em 2011. Mas os investidores estão ficando mais entusiasmados: as posições do ouro do SPDR Gold Shares aumentaram em 20,8 toneladas no primeiro dia de pregão de maio, o maior aumento em um dia desde 2011. Stan Druckenmiller, o investidor bilionário cujos retornos médios foram de 30 por cento de 1986 a 2010, disse na quarta-feira que embora alguns considerem o ouro como um metal, "nós o consideramos como uma moeda e ele continua sendo nossa maior alocação monetária".

Os avanços do ouro neste ano foram uma surpresa. O aumento da taxa de juros realizado pelo Federal Reserve para combater a inflação em dezembro, o primeiro em quase uma década, parecia que ia acabar de enterrar o ouro, mas os yields reais nos EUA caíram na esteira da decisão do Fed. Isso reduz o custo de oportunidade de manter ouro (cujo yield nominal é zero) em contraste com os títulos do Tesouro dos EUA, o que torna o metal mais atraente para os investidores. Yields negativos sobre a dívida soberana em algumas regiões da Europa, e também no Japão, fortalecem ainda mais o argumento de que o ouro é um ativo alternativo seguro.

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