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Grandes petroleiras do mundo aumentam venda de títulos

Rakteem Katakey

(Bloomberg) -- As maiores petroleiras do mundo estão tomando um volume recorde de empréstimos para enfrentar a queda dos preços do petróleo. A sorte delas é que raramente haveria um momento melhor para fazer dívida.

A Exxon Mobil, a Royal Dutch Shell, a Chevron, a Total, a BP e a Eni venderam juntas o equivalente a US$ 37 bilhões em títulos neste ano, aproximadamente o dobro do montante emitido no período anterior à queda dos preços do petróleo, segundo dados compilados pela Bloomberg. Embora essas decisões pressionem os balanços e até resultem em rebaixamentos da classificação de crédito das empresas, os custos de dívida mais baixos em um ano estão suavizando o impacto.

"Elas estão aproveitando a oportunidade", tirando proveito da melhora do sentimento do investidor com a recuperação dos preços do petróleo, disse Alex Griffiths, diretor-gerente da Fitch Ratings em Londres. "Os tesoureiros estão fazendo uso das boas condições do mercado para manter reservas de liquidez."

Embora o petróleo tenha subido em relação às mínimas de janeiro em meio à diminuição do excedente global, os preços ainda estão em menos da metade de seu nível de dois anos atrás. As maiores empresas do mundo tentaram manter os investidores felizes durante a crise mantendo os pagamentos de dividendos e investindo para o futuro ao mesmo tempo. Com o lucro e a receita acentuadamente mais baixos, a única forma de continuar fazendo isso é tomando mais dinheiro emprestado.

Abertura dos mercados

Os mercados de dívidas estão se abrindo para as empresas em todo o mundo em um momento em que os bancos centrais dos EUA e da Europa estão mantendo os juros baixos. Atualmente os investidores exigem um retorno de 3,09 por cento para manter dívidas denominadas em dólares de empresas com classificação de grau de investimento, nível mais baixo em um ano, segundo dados do Bank of America Merrill Lynch. Para os títulos em euros, eles buscam 1,01 por cento, perto da mínima recorde de 0,93 por cento de março de 2015, mostram os dados.

As empresas petroleiras se beneficiaram também com a recuperação nos preços. O petróleo Brent, uma referência global, subiu 70 por cento desde janeiro, ajudado pelas interrupções na oferta no Canadá e na Nigéria e pela queda da produção nos EUA. Com isto, o índice Stoxx Europe 600 Oil & Gas, formado por 20 empresas, teve uma recuperação de 3,8 por cento em 2016 após dois anos de declínios.

Ao mesmo tempo, os prêmios dos credit default swaps das maiores empresas petroleiras americanas e europeias, que os investidores usam para se protegerem de calotes, caíram após atingirem o nível mais elevado em pelo menos cinco anos.

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