Presidente da Aberdeen diz que gestora pretende continuar independente

Sarah Jones

(Bloomberg) -- A Aberdeen Asset Management, sob pressão após quase três anos de saídas de recursos, tem resistido ao interesse de concorrentes de lugares como Europa e Austrália na aquisição da gestora de ativos e planeja continuar independente, segundo o CEO Martin Gilbert. As ações subiram.

"Nunca tentei vender a empresa, mas tem muita gente tentando nos comprar", disse Gilbert, em entrevista a Francine Lacqua na Bloomberg TV. "Até o momento conseguimos resistir. Tem havido muito interesse, mas ser independente é um enorme benefício para nós". A empresa nunca recebeu uma abordagem formal, segundo um porta-voz.

A Aberdeen perdeu cerca de 1,8 bilhão de libras (US$ 2,6 bilhões) em valor de mercado em 2015, o que provocou a especulação de que a empresa seria vendida. Gilbert disse diversas vezes que deseja evitar a venda da gestora de ativos de mercados emergentes fundada por ele em 1983. As ações da empresa chegaram a subir 5,4%, maior alta desde 13 de abril, e eram negociadas a 275,6 pence às 14h18 em Londres.

"A gestão de ativos é um ótimo negócio porque o retorno sobre o capital é muito alto. É um negócio lucrativo e previsível, por isso tem havido tanto interesse", disse ele. Gilbert disse esperar estar no comando dentro de cinco anos.

As saídas de capital da Aberdeen incluíram pelo menos US$ 13 bilhões em ativos de fundos soberanos de investimentos em um momento em que o apetite do investidor pelas economias em desenvolvimento diminuiu. A empresa, que administra cerca de 292,8 bilhões de libras, atualmente é a terceira maior gestora de recursos de capital aberto da Europa, atrás da Schroders e da Amundi.

"É melhor ser número um do que número três, mas podemos sobreviver a isso", disse ele. "Tamanho é documento no negócio de gestão de ativos, especialmente se você administra o dinheiro dos maiores fundos soberanos do mundo".

Gilbert, que começou sua carreira no ramo de investimentos há mais de três décadas, disse que a recuperação dos mercados emergentes é "inevitável" considerando que dois terços do crescimento econômico do mundo virão dessa região. O executivo estima que verá o retorno das entradas de recursos neste ano porque os investidores continuam reduzindo suas posições vendidas.

"Eu não me preocupo com as coisas que não posso influenciar", disse ele, na entrevista. "A chave é encontrar as empresas e os países certos. Trata-se de uma região muito importante para investir".

Os maiores acionistas da Aberdeen são o Mitsubishi UFJ Financial, dono de mais de 17% da empresa, o Lloyds Banking e o The Capital Group Companies, segundo dados compilados pela Bloomberg.

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