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Harker, do Fed, vê duas a três altas nos juros dos EUA em 2016

Jeanna Smialek

(Bloomberg) -- O presidente do Federal Reserve da Filadélfia, Patrick Harker, disse que poderia ver dois a três aumentos nas taxas de juros dos EUA em 2016 e que os preços voltarão a caminhar rumo à meta de inflação do banco central no médio prazo.

"Embora eu não possa informar o caminho definitivo da evolução da política monetária, eu posso ver claramente a possibilidade de dois ou três aumentos nos juros durante o restante do ano", disse ele a uma plateia na Filadélfia, na segunda-feira.

Harker disse depois a repórteres que "se os dados chegassem e não fossem tão consistentes com minha visão de solidez da economia, então eu daria uma pausa. Do contrário, acho que um aumento dos juros em junho é apropriado".

A próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que estabelece a política monetária, será em 14 e 15 de junho em Washington.

Em seu discurso para o Bond Club of Philadelphia, Harker enfatizou que os EUA continuaram crescendo apesar do cenário global adverso e classificou o mercado de trabalho do país como "extraordinariamente dinâmico". Suas declarações ocorrem após diversos outros discursos de membros da cúpula do Fed enfatizando a possibilidade de aumento nos juros no próximo mês.

"Se a economia seguir o caminho que eu acho que seguirá, a política monetária será excessivamente acomodativa pelos padrões históricos", disse Harker. "Isso colocará em marcha a possibilidade de outro risco, que é o de aceleração da inflação e de necessidade de medidas agressivas de política monetária".

O presidente do Fed da Filadélfia, que participará da votação de política monetária no ano que vem, disse esperar que os aumentos dos juros avancem gradualmente porque pode levar tempo para que a inflação suba de forma sustentável e porque a taxa de juros neutra -- taxa que nem incentiva, nem prejudica o crescimento -- provavelmente tenha caído em relação ao passado.

Sobre a inflação, que tem se mantido consistentemente abaixo da meta de 2% do Fed, Harker argumentou que a "matemática está a nosso favor" com a recuperação dos preços da energia e o enfraquecimento do dólar.

"Eu acredito que uma vez que os preços da energia se estabilizarem e começarem a se reverter, a inflação retornará para a nossa meta de 2 por cento em algum momento do ano que vem", disse ele.

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