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Primeira boa notícia de Draghi em um ano custa US$ 267 bi

Alessandro Speciale, Andre Tartar e Piotr Skolimowski

(Bloomberg) -- Mario Draghi pode ter conseguido um certo fôlego em relação à ameaça de deflação. O custo? Quase US$ 270 bilhões.

Na quinta-feira, o presidente do Banco Central Europeu deverá conseguir entregar seu primeiro fragmento de boa notícia em um ano a respeito de suas obrigações.

A maioria dos economistas participantes de uma pesquisa mensal da agência de notícias Bloomberg prevê que as projeções do banco central para a inflação e o crescimento permanecerão inalteradas ou aumentarão. Contudo, para eles o alívio terá vida curta: dois terços preveem que acabará sendo necessário promover uma maior flexibilização.

Os resultados da pesquisa ressaltam como a reunião do Conselho Governativo em Viena, uma das sessões ocasionalmente realizadas fora da sede do BCE em Frankfurt, provavelmente marcará uma pausa para a cúpula do banco central após uma recente rodada de estímulos, realizada em março, que incluiu uma injeção de 240 bilhões de euros (US$ 267 bilhões) ao programa de aquisição de títulos da instituição.

Os economistas mostram ceticismo de que o pacote será suficiente para devolver a inflação à meta de pouco menos de 2 por cento, mas o vice-presidente do BCE, Vitor Constâncio, está mais otimista. Na semana passada, ele disse acreditar que o crescimento dos preços ao consumidor estará perto dessa meta em dois anos.

"Os departamentos de economia dos bancos centrais do Eurosistema devem estar suspirando de alívio por esta rodada de projeções", disse Anatoli Annenkov, economista do Société Générale em Londres. "Eles têm uma rara oportunidade de projetar uma inflação mais alta."

Depois que a cúpula do BCE reduziu suas projeções de inflação para a zona do euro em cada uma de suas últimas três rodadas trimestrais de previsões, apenas 9% dos economistas consultados previram um corte para os cálculos de 2016 e 2018 na reunião desta semana. Onze por cento fazem uma previsão mais baixa para 2017.

Mais pela frente?

A reunião na Áustria ocorre diante de um cenário de crescente temor entre os investidores de que os bancos centrais possam ter ficado sem opções para reforçar os preços fracos. Antes da reunião novos dados deverão fornecer à cúpula do BCE uma ideia melhor sobre como os estímulos atuais estão funcionando.

A Eurostat provavelmente dirá na terça-feira que a taxa de inflação subiu para menos 0,1% em maio, contra menos 0,2% no mês anterior, e que o desemprego permaneceu inalterado em 10,2% em abril, segundo pesquisas separadas da Bloomberg. O petróleo brent, em alta de mais de 75% desde janeiro, está sendo acompanhado de perto devido ao seu impacto sobre os preços ao consumidor.

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